Equipe do governador Zema anunciou ontem diversas medidas que serão tomadas pelo Estado para conter disseminação do Covid-19 | Crédito: Alisson J. Silva Arquivo DC

O governo de Minas Gerais adotou uma série de medidas como forma de conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) no Estado.

A começar pela adoção imediata de trabalho remoto por servidores estaduais sem que seja afetada a prestação de serviços essenciais à população, bem como a suspensão de atividades nos equipamentos culturais da capital mineira, como museus, Biblioteca Pública, Arquivo Mineiro, dentre outros e a paralisação temporária na rede pública de ensino.

As informações foram comunicadas em coletiva de imprensa, da qual o governador Romeu Zema (Novo) não participou, conforme inicialmente previsto, por ter se colocado em isolamento voluntário, uma vez que esteve em contato, nos últimos dias, com uma pessoa que atestou positivo para o Covid-19. Zema ainda passa por exames para confirmar o diagnóstico.

“Neste momento, nossa atuação é rápida, de forma a tentar conter o avanço do coronavírus no Estado. Minas Gerais tem situação diferente de outros estados, pois não possui muitos casos confirmados e não há, até então, transmissão comunitária. Temos envidado todos os esforços para conter a dispersão da doença e estamos preparados para agir”, disse o governador em comunicado lido pelo novo secretário-geral, Mateus Simões.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) confirma 511 notificações do novo coronavírus em Minas. Destes, 85 foram descartados, 420 estão em investigação e 6 confirmados: um em Ipatinga (Vale do Aço), um em Divinópolis (Centro-Oeste), um em Belo Horizonte, um em Patrocínio (Alto Paranaíba) e dois em Juiz de Fora (Zona da Mata).

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, foi submetido a exame ontem e foi diagnosticado com o vírus. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, também.

O secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, não descartou o risco de contaminação comunitária em território mineiro e disse que o Estado está se preparando para conter a transmissão. Ele acrescentou que, a depender da curva de notificações de casos nos próximos dias, medidas mais restritivas podem ser adotadas, como a restrição de circulação.

“Estamos começando agora a adotar as medidas de estruturação da rede, organizar os leitos de UTIs, de maneira que estejam livres e habilitados para que possam ser utilizados à medida que surgirem casos graves. A paralisação da rede estadual de educação por cinco dias a partir da próxima quarta-feira visa a uma maior organização e acompanhamento das notificações”, explicou.

Equipamentos públicos fechados – Por meio da nota do governador, Simões detalhou que os equipamentos públicos do Estado, como museus, Biblioteca Pública, Arquivo Mineiro estarão fechados. Segundo ele, foram suspensos também espetáculos no Palácio das Artes e na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. “Diferentemente de outros estados, Minas está tendo a oportunidade de se preparar antes que a epidemia se instale”, comentou.

Especificamente sobre a rotina na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, localizada no Vetor Norte da Capital, o governo informou a adoção do regime de teletrabalho para os servidores idosos, aqueles com doenças crônicas e também para as gestantes e lactantes e disse avalia a possibilidade de ampliar a medida, caso o número de notificações do coronavírus cresça nas próximas semanas no Estado.

De acordo com a secretária-adjunta de Planejamento e Gestão, Luiza Barreto, os órgãos estaduais publicarão, a partir de agora, resoluções próprias para identificar quais os serviços podem ou não ser paralisados. Segundo ela, o governo tem se programado para que o trabalho remoto possa ser implementado de forma gradativa no Estado.