Em 2019, a oitava edição do festival atraiu cerca de 24 mil pessoas em Belo Horizonte - Crédito: Thiago Miranda

São grandes as expectativas quanto à nona edição do Festival do Japão em Minas, que será realizado no próximo mês, no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte.

Ao todo, serão três dias de atrações, exposições e atividades para o público vivenciar as tradições e manifestações da cultura japonesa e para os expositores alavancarem seus negócios com os consumidores mineiros nos estandes de vendas.

Para este ano, é esperado um público de 26 mil pessoas. Em 2019, a oitava edição do Festival atraiu cerca de 24 mil pessoas que foram conferir as apresentações e exposições culturais, espaço gastronômico, estandes e oficinas. As informações são da coordenadora do evento, Yukari Hamada.

Segundo ela, neste ano, o evento que acontecerá nos dias 28 e 29 de fevereiro e 1º de março, terá como ambientação a era “Reiwa”, nome dado ao novo período imperial do Japão e trabalhará com a temática dos leques e do Ukiyo-ê. Na ocasião, a população belo-horizontina poderá desfrutar da cultura oriental e ampliar os laços entre o Estado e o Japão.

“O evento se empenha em ser o canal que une perfeitamente as tradições milenares nipônicas com as mineiras. Não temos o foco de movimentação financeira, mas de divulgação, lançamento e comercialização de produtos típicos, o que acaba gerando negócios entre os expositores e visitantes”, explicou.

Para isso, o evento será montado em uma estrutura de 20 mil metros quadrados, que abrigará o palco principal com apresentações artísticas e sociais, como concursos musicais, áreas institucionais, empresariais e comerciais.

Haverá também espaço dedicado a expositores de produtos artesanais e artesanatos típicos, demonstrações e degustações de produtos para o mercado mineiro, áreas de games, artes marciais, experimentação de baseball, espaço kids, além de área de saúde e espaço da cultura pop.

“Já temos mais de 90 expositores confirmados entre restaurantes, produtos artesanais e artigos de decoração”, destacou.

A feira contará ainda com atividades tradicionais como a cerimônia do chá, ikebana, exposições de Ukiyo-ê e de leques, hinamatsuri, campeonatos de hashi e kendama, oficinas gratuitas, além da praça de alimentação.

Este evento é uma realização escritório do Cônsul Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte, do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro e da Associação de Cooperação em Cultura e Tecnologia Brasil Japão (ACCTBJ).

No ano passado, o festival recebeu a presença de mais de 200 autoridades federais, estaduais, municipais, institucionais, empresários e convidados em sua solenidade de abertura. Segundo Yukari Hamada, a expectativa é que neste ano, ocorra o mesmo movimento.

Outros números da edição passada dão conta de mais de 20 empresas e instituições apoiadoras, 13 oficinas ministradas gratuitamente, cerca de 2.300 pessoas capacitadas, mais de 15 apresentações na área de cultura pop oriental, 1.800 ingressos disponibilizados para escolas públicas municipais, seis exposições temáticas, mais de 60 expositores e 600 participantes no 10º Seminário Internacional de Policiamento Comunitário – sistema Koban – que neste ano, deverá superar as 650 presenças.

Negócios – Antes disso, porém, nos dias 12 e 13 de fevereiro, a capital mineira recebe o Encontro Internacional Brasil-Japão, na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). De acordo com Yukari Hamada, 13 empresas japonesas de alta tecnologia que buscam parcerias no Estado já estão com a presença confirmada.

“Teremos rodadas de negócios e apresentações sobre as potencialidades e diferenciais de Minas Gerais para três empresas da área de medicina, seis do segmento de produção agrícola e quatro de produção pecuária. Esta é a segunda vez que Belo Horizonte recebe o encontro. A outra edição aconteceu em 2017 e duas empresas japonesas decidiram por investir na Capital”, revelou sem maiores detalhes.