Folia carnavalesca aquece a venda de instrumentos musicais na Capital
Faria: previsão é de que a JAF Instrumentos venda entre 10% e 15% mais que em 2019 - Crédito: Divulgação

Faltando menos de 10 dias para o Carnaval, o comércio de instrumentos musicais de Belo Horizonte também aquece os tamborins. Os quase 500 blocos, escolas de samba e grupos musicais que vão animar festas públicas e particulares já começaram os ensaios e correm para ajustar os últimos detalhes.

As lojas especializadas mudam os estoques e vitrines para atender novos e antigos clientes. De acordo com o proprietário da JAF Instrumentos Musicais, Douglas Faria, o perfil do Carnaval de rua da Capital influencia diretamente nas vendas.

A previsão é de que a loja, instalada no hipercentro, venda entre 10% e 15% mais do que no mesmo período do ano passado. A venda é bastante consultiva e, para dar conta a demanda, o empresário contratou mais três funcionários.

“Ao longo do ano, o comércio de instrumentos musicais é bastante estável, mas o crescimento do Carnaval de Belo Horizonte mudou tudo. Aqui, o Carnaval de rua pede por mais instrumentos, na Bahia, por exemplo, são os equipamentos de sonorização – em função dos trios. Nossas vendas se concentram nos instrumentos de fanfarra, como surdos, repenique, tarol e caixa de guerra, tamborim e agogô. Recebemos muitas pessoas iniciantes com diferentes perfis. As primeiras vendas começam em julho e, claro, vão crescendo com a proximidade da folia”, explica Faria.

Avaliação muito parecida faz o gerente regional de vendas da rede Serenata, Júnio Simões. Com lojas no hipercentro, Savassi e em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ele acompanha o crescimento da folia e das vendas há cinco anos e reforçou o estoque, composto principalmente por instrumentos de fabricação nacional. O movimento maior começa 30 dias antes da “terça-feira gorda”.

“Existe todo um preparo para essa época. Já percebemos o crescimento do interesse e vendas este ano. Além dos instrumentos, especialmente os de percussão, notamos as vendas de equipamentos para sonorização de grandes festas e a busca por acessórios e reparo em instrumentos. Também recebemos encomenda dos blocos, mas as vendas individuais são a maioria. Já notamos, até, pessoas que vieram nos primeiros anos voltando e se tornando clientes contumazes porque a partir do Carnaval se envolveram profundamente com a música”, destaca Simões.

Na Planeta Som, também no hipercentro, o crescimento foi mais discreto, porém espalhado ao longo do ano, segundo o vendedor Washington Luiz Xavier Dias. Há 15 anos trabalhando no segmento, ele destaca a manutenção dos instrumentos como uma das atividades principais nessa época do ano.

“Os instrumentos musicais duram muito tempo e boa parte deles fica guardada entre um Carnaval e outro. Então muita gente vem só fazer manutenção, como trocar a pele, ou comprar acessórios como as baquetas, por exemplo. Outros antecipam as compras, então o movimento acontece ao longo do ano. Na semana do Carnaval é que aparecem os retardatários”, completa Dias.