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José Antônio de Souza Neto*

Já existem sinais claros de uma retomada econômica no País e a construção civil e o setor de infraestrutura são pilares do desenvolvimento econômico de todos os países. A cadeia de valor da construção civil tem uma característica multiplicadora de geração de riquezas e empregos. No Brasil, em particular, o déficit em infraestrutura que se acumulou, sobretudo ao longo dos últimos 20 anos, abre grandes oportunidades para investimentos e atendimento a demandas sociais. A Câmara dos Deputados concluiu, em dezembro, a votação do projeto que estabelece o novo marco legal do saneamento básico. Neste setor, e em outros, as oportunidades de cooperação entre o poder público e o setor privado são inúmeras, através de projetos de concessões e, em alguns casos específicos, de parcerias publico-privadas (PPPs).

Com as importantes e absolutamente corretas reformas econômicas em curso, o Brasil já consegue visualizar no horizonte a possibilidade de obter o importante grau de investimento por parte das agências internacionais de classificação de risco (agências de rating). Isto significa, entre outras coisas, uma porta para facilitar a entrada de investimentos estrangeiros no setor e o interesse por parte destes investidores no Brasil não é pequeno. Paradoxalmente, o atraso criado pelos últimos governos abre agora a oportunidade para se realizar tudo que deixou de ser feito.

Há ainda a importantíssima questão da governança pública e da governança privada. Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido, se o País conseguir vencer algumas graves e maléficas resistências institucionais localizadas, mas importantes, o salto institucional da nação será muito grande. Entre as conseqüências mais evidentes, e isso já está acontecendo no governo atual no setor de infraestrutura, está a eliminação de desvios do dinheiro publico. Com um mesmo orçamento será possível fazer muito mais investimentos, muito mais obras e gerar muito mais empregos em um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.

Acreditamos que em 2020 estaremos vendo, em diversos setores, inclusive no da construção civil e de infraestrutura, a ponta deste iceberg. A Emge tem acompanhado tudo isso de muito perto e com otimismo.

*Engenheiro civil e pró-reitor de Pesquisa da Emge – Escola de Engenharia, da Faculdade Dom Helder Câmara