O indicador de evolução da produção industrial avançou 6,5 pontos em Minas | Crédito: Divulgação

A Sondagem da Indústria de Minas Gerais, em janeiro, mostrou um aumento do número de empregos, o maior para o mês desde o início da série histórica. Também foi observado um recuo menos expressivo na produção.

A demanda superou as expectativas dos empresários, que encerraram o mês com estoques menores que o planejado. Em relação às expectativas futuras, as intenções de investimento cresceram e foram as mais altas para o mês, desde o começo da série histórica, em 2014.

De acordo com os dados do estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o indicador de evolução do número de empregados aumentou 3,2 pontos frente a dezembro (48,4 pontos) e voltou a mostrar crescimento do emprego, atingindo 51,6 pontos em janeiro.

O índice ficou 2,9 pontos superior ao registrado em janeiro de 2019 (48,7 pontos), configurando o mais elevado nível para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2011.

“A evolução dos empregos ultrapassou a linha de 50 pontos, mostrando crescimento em Minas Gerais. O resultado está alinhado ao recuo do desemprego, que vem sendo registrado em outros indicadores”, disse a analista de Estudos Econômicos da Fiemg, Daniela Muniz.

Produção – O índice de evolução da produção cresceu 6,5 pontos em janeiro alcançando 48,8 pontos, frente a dezembro (42,3 pontos), recuperando parte da queda de 12,2 pontos acumulada nos dois meses anteriores (dezembro e novembro de 2019). O índice retraiu 0,4 ponto na comparação com janeiro de 2019, quando foram registrados 49,2 pontos.

“A elevação pode ser atribuída ao maior número de dias úteis no mês. Com o resultado de janeiro, o recuo na produção foi menos intenso e se aproximou mais da linha de 50 pontos. O índice também mostra um aquecimento do mercado doméstico e de uma recuperação gradual da economia”.

Já o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual aumentou 1,9 ponto entre dezembro (43,8 pontos) e janeiro (45,7 pontos). O resultado – inferior aos 50 pontos – mostra que as empresas operaram com capacidade produtiva abaixo da habitual para o mês. Mesmo assim, o indicador cresceu 2,6 pontos, ante janeiro de 2019 (43,1 pontos) e foi o melhor para o mês em dez anos.

O levantamento da Fiemg mostra que, em janeiro, houve recuo dos estoques de produtos finais, com índice de 47,9 pontos, ante 49,7 pontos registrados em janeiro de 2019. Isso significa que as empresas finalizaram o mês com o nível de estoques abaixo do planejado. O indicador de estoque efetivo em relação ao planejado marcou 48,7 pontos, sinalizando que a demanda foi superior à esperada pelos industriais. Em janeiro de 2019, o índice era de 49,7 pontos.

“É um resultado positivo e mostra que a demanda superou as expectativas dos empresários. Com os estoques mais baixos que o planejado, a tendência é de recomposição dos mesmos, o que pode elevar a produção”, explicou Muniz.

Expectativas – Em relação às expectativas dos industriais, um dos destaques é em relação aos investimentos. Os dados da Fiemg mostram que o índice de intenção de investimento marcou 60,0 pontos em fevereiro, aumento de 0,9 ponto em relação a janeiro (59,1 pontos). O indicador também registrou avanço na comparação com fevereiro de 2019 (57,7 pontos), de 2,3 pontos, e foi o mais elevado para o mês desde o início da série histórica, em 2014.

A tendência de continuidade do aumento de empregos também foi registrada. O índice de expectativa do número de empregados registrou 55,4 pontos e marcou, pela 16° vez seguida, perspectiva de crescimento do emprego nos próximos seis meses. Apesar do recuo de 0,4 ponto na comparação com janeiro (55,8 pontos), o indicador cresceu 1,5 ponto em relação a fevereiro de 2019 (53,9 pontos) e foi o maior para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2011.

“Os empresários estão mais otimistas, planejando investimentos e aumento das contratações. Isso vem sendo favorecido pelo ambiente macroeconômico mais favorável, pela evolução da economia, ainda que em ritmo lento”, explicou a analista de Estudos Econômicos da Fiemg.

O indicador de expectativa da demanda marcou 61,1 pontos em fevereiro, mostrando que os empresários esperam avanço da demanda por seus produtos. O índice caiu 1,3 ponto frente a janeiro (62,4 pontos) e 0,2 ponto na comparação com fevereiro de 2019 (61,3 pontos). Os industriais também têm expectativa de aumento das compras de matérias-primas, com índice de 58,7 pontos em fevereiro. O indicador recuou 0,8 ponto frente a janeiro (59,5 pontos), mesma queda observada em relação a fevereiro de 2019.