CREDITO:ALISSON J. SILVA

Em 2019, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 4,20% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em 2018, a expansão foi de 4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente o mês de dezembro foi o responsável por um aumento de 1,05%.

O índice na RMBH é o quinto menor resultado mensal em um total de 16 áreas pesquisadas pela entidade. À frente ficaram Rio Branco (AC), Vitória (ES), São Paulo (SP) e Recife (PE).

Já no acumulado do ano, a RMBH apresentou o sétimo maior resultado entre as áreas de abrangência do estudo.

Venâncio da Mata, coordenador da pesquisa do IPCA em Minas Gerais, destaca que as carnes foram uma das grandes responsáveis pela expansão do índice. O grupo de alimentação e bebidas foi o único que teve variação acima da média do mês passado, de 3,82%, impactando o índice de dezembro em 0,83 pontos percentuais (p.p.). Esse foi, também, o maior impacto entre os grupos. Somente as carnes apresentaram um aumento de 18,52% no mês passado, representando o maior impacto individual no IPCA, de 0,50 p.p.

“A carne é um produto bastante consumido pelas famílias, por isso tem um peso muito grande”, ressalta Venâncio da Mata.

Outros alimentos também tiveram um aumento relevante no mês passado, mas com impactos menores. Os destaques foram o tomate (27,82%), o feijão-carioca (25,96%), a banana-prata (17,13%) e a batata-inglesa (14,34%), com impactos de 0,03p.p., 0,08p.p., 0,03p.p e 0,03p.p., respectivamente. Já em relação aos alimentos que apresentaram queda, o destaque foi para a cebola (-8,59%), contribuindo com -0,01 p.p.

A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara (0,80%), com impacto de 0,06p.p., puxada, sobretudo, pelos aumentos apresentados no lanche (0,94%) e na refeição (0,88%).

Queda – O aumento no IPCA na Região Metropolitana de Belo Horizonte, porém, poderia ter sido ainda maior se não fosse o recuo em habitação (-0,75%) em dezembro, conforme frisa Venâncio da Mata. “Teve uma queda de 3,28% na energia elétrica residencial. Houve mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 1, no mês de novembro, para a amarela no mês passado”, diz ele. O impacto foi de -0,13%p.p.., o maior individual negativo do mês. A educação também teve um leve recuo, de 0,06%.

Mais aumentos – O grupo de transportes apresentou um incremento de 1,04% em dezembro. “Nesse grupo, podemos destacar as passagens aéreas, que tiveram alta de 12,91%, com impacto de 0,03 ponto.percentual. O aumento foi provocado, sobretudo, por causa das férias e das festas de fim de ano”, relata o coordenador da pesquisa do IPCA em Minas Gerais.

Venâncio da Mata frisa, entretanto, que, apesar do aumento das passagens aéreas ter sido maior, o impacto da gasolina foi o mais elevado dentro do grupo de transportes. O combustível apresentou expansão de 2,35% e impacto de 0,12p.p.. Já o etanol teve um incremento de 5,79% e impacto de 0,03p.p.

A comunicação, por sua vez, teve alta de 0,91%, sendo que o maior aumento veio do telefone com internet (4,31%), impactando o Índice em 0,03p.p..

Por fim, despesas pessoais apresentaram incremento de 0,69%, influenciadas pelo aumento nos jogos de azar (12,88%), tendo em vista o reajuste nas apostas lotéricas feito no dia 10 de novembro.