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Qualificar a mão de obra não é mais uma opção para as empresas. Diante da escassez de talentos já recorrente no Brasil, investir em treinamento faz parte da rotina de empresas de qualquer porte ou setor de atuação. Dentro dessa realidade, os programas de jovens-aprendizes se tornaram mais que uma forma de atender requisitos legais. Eles são, também, uma oportunidade de inovar aproveitando novos olhares sobre a empresa e criar uma geração de profissionais engajada.

A Lei da Aprendizagem, por meio da Lei de nº 10.097/2000, junto com o Decreto Federal nº 5.598/2005, determina que as empresas de médio a grande portes devem possuir uma porcentagem equivalente a 5% e 15% de jovens aprendizes em trabalho e/o estágio, sendo que estes demandem alguma função dentro da empresa.

É nesse sentido que o Instituto Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), trabalha o seu programa. 113  jovens entre 16 e 22 anos já foram contratados pelo Inhotim e 29 foram efetivados após o período de aprendizagem. Em 2020, 20 jovens aprendizes fazem parte do quadro em setores como o Jardim Botânico, Recursos Humanos (RH), Atendimento e Educativo.

De acordo com a gerente de RH do Instituto Inhotim, Raquel Murad, o programa é desenvolvido em parceria com a ONG Rede Cidadã, de Belo Horizonte, e atende jovens apenas de Brumadinho.

“A iniciativa faz parte do nosso compromisso fundador de ajudar com o desenvolvimento da região, sempre pautado pela mineração e comércio. O Inhotim, por si só, é um ambiente aberto, instigante e é isso que queremos ser também para os nossos aprendizes. Queremos oferecer oportunidade não só para que eles entrem no mercado de trabalho, mas para que explorem diferentes oportunidades e tenham a chance de escolher um futuro diferente daquele já traçado há tanto tempo”, explica Raquel Murad.

O programa dura um ano e quatro meses e os candidatos são chamados para seleção ao longo do ano, à medida que as vagas são abertas. Os interessados podem deixar o currículo ou preencher o cadastro na sede do próprio Inhotim ou na sede da Rede Cidadã.

O mesmo vale para pessoas com deficiência (PCDs), que têm um programa próprio de inserção ao trabalho no Instituto.

“O Inhotim também ganha muito com esses jovens. São novos olhares, novas propostas que chegam todos os dias. Isso nos ajuda a inovar. Como eles participam ativamente de toda a gestão do Instituto eles se sentem à vontade para sugerir. Além disso, ganhamos futuros profissionais engajados, criados dentro da nossa cultura. De outro lado, a presença deles também revitaliza as nossas lideranças. Nossos gestores hoje pedem para receber aprendizes. Eles não são vistos como alguém que está ali para que a instituição cumpra uma regra, mas como alguém que pode agregar muito e ajudar a fazer melhores resultados”, completa a gerente de RH do Instituto Inhotim.