Espaço deve receber aproximadamente 25 mil pessoas e gerar cerca de 300 empregos - Crédito: Rodrigo Tinôco/Divulgação

O Carnaval, que acontece oficialmente no dia 25 de fevereiro, já se faz presente na rotina dos foliões mais apaixonados e a movimentar também a economia da cidade. Tradicional reduto boêmio da Capital, o bairro Lagoinha, na região Noroeste, é um dos mais agitados.

A inauguração do Giro, na quinta-feira (9), reuniu pessoas de todas as tribos. A programação, que vai se estender até o dia 1º de março, vai ser de festa à noite, atrações mais tranquilas no happy hour e capacitação profissional no período da tarde.

De acordo com a sócia-diretora da Do Brasil Live – empresa responsável pelo Giro -, Patrícia Tavares, a expectativa é que cerca de 25 mil pessoas passem pelo evento até o fim do período. Com patrocínio da cervejaria Skol e da plataforma Gofree, o Giro pretende movimentar a economia local, oferecendo formação e oportunidade profissional para moradores da região. Cerca de 300 empregos temporários devem ser gerados.

“Na Do Brasil Live começamos o ano fazendo um planejamento com estudo de tendências mundiais e como elas podem ser traduzidas para a nossa realidade dentro do nosso escopo de trabalho. No mundo todo há uma tendência de ocupação e resgate de áreas que sofreram degradação por um crescimento não planejado. Desde 2019 percebemos que a Lagoinha merecia um olhar mais cuidadoso e por causa de outro projeto nos aproximamos da comunidade. Daí começou nossa interface com o projeto ‘Viva Lagoinha’, que nos conectou com as demandas do bairro”, relembra Patrícia Tavares.

Escolhido para receber o projeto, o “Espaço Gofree”, com mais de 1.800 m², foi dividido em quatro ambientes, três palcos e cinco bares para receber iniciativas regionais de cultura, gastronomia, responsabilidade social e empreendedorismo local. A curadoria gastronômica ficou por conta do selo “Estômago Lagoinha” – dado para os melhores e mais tradicionais cozinheiros do território.

Eventos – De quinta a domingo, o quintal e a feirinha abrem as portas às 18 horas e o acesso é gratuito. O ambiente descontraído e informal tem área ao ar livre, com árvores e cadeiras de praia, além de uma área de bar coberta. A feirinha ocupa uma construção existente no espaço e receberá diversas marcas regionais itinerantes, que se revezam durante a temporada.

Aos sábados e domingos o clima de carnaval se instala de vez no Giro, tomando conta de todos os ambientes, com diferentes artistas de Belo Horizonte subindo ao palco junto com movimentos carnavalescos da Lagoinha e da cidade.

“Digo que o Giro é um movimento de BH para BH. Temos blocos de carnaval incríveis e a cidade tem uma relação muito forte com a música. Todo esse movimento pode gerar um residual criativo, de agrupamento e colaboração muito grande. Nosso encontro com a Gofree foi muito interessante também por isso. Eles gostaram da ideia e daí a conversa com a Skol também foi fácil. Estamos abertos a outras marcas. Queremos gente que tenha essa compreensão sobre o nosso papel diante da comunidade”, destaca a sócia da Do Brasil.

Os ingressos, que têm preços variados de acordo com a atração, podem ser comprados na plataforma.

Espaço Gofree está pronto para primeira expansão

Especializada em soluções em venda de ingressos e gerenciamento de consumo, a plataforma Gofree, sediada no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul, entrega a Belo Horizonte o Espaço Gofree. Pronto para abrigar eventos de diferentes naturezas, o espaço, é uma vitrine para a demonstração dos produtos da empresa. A Gofree faz parte do Grupo Quantum Web.

Instalado no bairro Lagoinha, na região Nordeste, o espaço de 1800 m² já está pronto para a primeira expansão. Segundo o coordenador de Marketing da Gofree, Leonardo Silva Reis, o espaço foi adquirido pela companhia há um ano.

“Nosso CEO sempre teve um olhar sensível para a cidade. Abrir o espaço Gofree na Lagoinha é uma oportunidade de fazer parte de algo especial, do resgate de uma região histórica da cidade, que resiste às dificuldades de um crescimento desorganizado. É participar de um renascimento. Não somos produtores culturais, somos uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções para esse setor e o Espaço é uma entrega para a cidade e uma oportunidade de demonstrarmos nossos produtos em uma ação viva, verdadeira”, explica Reis.

Ao longo do Carnaval a casa vai receber o Movimento Giro. Depois da festa de Momo outros eventos vão ocupar o espaço. As negociações estão em andamento e a programação de março ainda não foi divulgada.

Além dos 1800 m² já utilizados atualmente, outros dois lotes fazem parte do empreendimento, estendendo o espaço para 3.200 m², que vão da rua Francisco Soucasseaux à rua Diamantina. Somados aos eventos, a casa também vai oferecer formação profissional em atividades relacionadas aos seus produtos. O objetivo é atender principalmente a população do entorno.

“Depois do Carnaval o espaço vai continuar com outros eventos e produtores. Isso desenvolve a região e gera empregos. Temos um projeto de capacitação de pessoas para trabalhar em eventos. Caixa, validação de ingressos e atendimento. Essas são atividades pouco valorizadas e que estão mudando rapidamente. Como uma plataforma de tecnologia precisamos capacitar e valorizar essas pessoas, elas são a primeira interface do evento com os consumidores”, pontua o coordenador de Marketing da Gofree.

Para conduzir o espaço foram geradas 20 vagas de emprego direto e a estimativa é que cada evento gere até 300 temporários entre diretos e indiretos. O objetivo da Gofree é que o Espaço seja apropriado a maior parte do tempo por marcas e produtores locais, fortalecendo a economia da região.

“Juntar o Carnaval com a abertura do espaço foi um match perfeito. O Carnaval apresenta a cidade ao mundo e a cidade nos apresenta ao mercado. Nessa nova década precisamos fazer a virada da conexão dos empreendedores. As dificuldades da Lagoinha são a nossa maior motivação. Precisamos ser um agente modificador, fazendo entregas para a cidade. Isso é um valor para nós. Queremos olhar pra trás e saber que fizemos parte, fomos um agente transformação. Isso gera responsabilidade também porque gera grandes expectativas”, avalia o executivo. (DM)