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A Leitura, com sede em Belo Horizonte, vai investir – pelo menos – R$ 10 milhões na abertura de novas lojas em 2020. A expectativa da empresa mineira é se tornar a maior rede de livrarias físicas do Brasil, com 79 unidades até final deste exercício.

Atualmente com 73 pontos de vendas no País, a previsão é de que quatro lojas sejam inauguradas ainda no primeiro semestre e outras duas no segundo, totalizando sete lojas no ano.

A mais recente operação foi inaugurada no shopping Ibirapuera, zona Sul da capital paulista, no fim de janeiro. Com a loja, a Leitura igualou a quantidade de lojas da Saraiva, que antes tinha o maior número de livrarias físicas no território nacional.

Já nos próximos meses, a rede ainda vai abrir unidades em Juiz de Fora, na Zona da Mata, Serra (ES), no Shopping Santana Parque, zona Norte de São Paulo e uma mega store no Parkshopping, em Brasília. Hoje, a livraria está presente em 20 estados brasileiros e, das 73 lojas, 64 estão em shoppings e seis em rodoviárias ou aeroportos. O número de funcionários da rede chega a 1,9 mil.

Sobre o montante a ser investido, o presidente da Leitura, Marcus Teles, explicou que será próximo a R$ 10 milhões, podendo variar de acordo com o porte das lojas que serão inauguradas no segundo semestre. Só na mega store de Brasília, que terá cerca de mil metros quadrados, são R$ 3,5 milhões.

O empresário também está otimista com a recuperação da economia brasileira e o desempenho dos negócios. Para ele, o setor livreiro, especificamente, não enfrenta um problema estrutural, mas sim os efeitos da uma crise vivida pelo País nos últimos anos.

“Houve queda de faturamento nos anos de crise, entre 2015 e 2017, junto com o restante da economia, mas no fim de 2019 já percebemos uma retomada. Ela só não conseguiu superar a retração do início do ano, por isso (o setor livreiro) fechou em queda”, avaliou.

A expansão da Leitura ocorre enquanto gigantes do setor de livrarias do Brasil, como a Saraiva e a Cultura, seguem em dificuldades financeiras, em busca de reestruturação de capital e até pedido de recuperação judicial. Conforme Teles, a situação das concorrentes não reflete um problema comum a todo o setor, mas pode estar relacionada à guerra de preços com as lojas virtuais.

A Leitura também enfrentou tempos difíceis, com crescimento abaixo da inflação registrada nos exercícios de 2015 e 2016. No entanto, a estratégia de não se endividar, aliada ao fechamento de lojas deficitárias e a regionalização, investindo em cidades com poucas livrarias, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, livrou a empresa deste cenário.

Para se ter uma ideia, a loja virtual da rede ficou suspensa por cerca de quatro anos. “Focamos nas lojas físicas, e voltamos a vender na internet em agosto do ano passado. Nosso objetivo é oferecer mais serviços, curadoria, o cliente pode comprar pelo site, buscar na loja e não pagar frete”, explicou Teles.

Além das lojas físicas e da loja virtual, a Leitura tem outros negócios. Entre eles, duas distribuidoras, uma de livros e outra de papelaria e material de escritório, e um clube do livro. No fim de 2018, a Leitura adquiriu a Editora Itatiaia, que já mantinha a marca da centenária Editora Garnier.