Adriani Damazio *

Depois dos millennials, estamos vendo a chegada do s centennials ao mercado de trabalho. Assim como em outras companhias, na ArcelorMittal vemos esses rostos jovens chegando das universidades e iniciando as primeiras experiências de carreira. Como a geração anterior, esses profissionais têm despertado debates e estimulado pesquisas, porque há uma necessidade de se compreender suas características, interesses, motivações e propósitos. Só dessa forma seremos capazes de atrair e reter, em nossas organizações, esses grupos que, de forma geral, se mostram menos apegados aos empregos e salários e mais interessados em oportunidades de autodesenvolvimento, senso de realização, de encontrar o seu propósito.

Em geral, se assume que os centennials, também conhecidos como geração Z, são os nascidos a partir de 1996. Os millennials (geração Y) vêm imediatamente antes, mais ou menos a partir de 1982. O mix geracional sempre existiu, porém, com a evolução tecnológica acelerada, a tendência é que mais velhos e mais novos demonstrem comportamentos cada vez mais distintos. Quem enxergar isso como vantagem e não motivo de conflito ganha em reputação, engajamento e competitividade. Na ArcelorMittal, escolhemos olhar com positividade para esse desafio.

Ao alinharmos a cultura da empresa aos valores dessas gerações, para que haja identidade entre os profissionais e a organização, facilitamos a comunicação e potencializamos os talentos. Para isso, praticar uma liderança inclusiva se mostra um dos caminhos efetivos. No dia a dia, a abordagem de transparência, empatia e respeito à diversidade comprovadamente desperta o orgulho de pertencer, a criatividade e a inovação nas pessoas. De acordo com a consultoria Brighthouse, do Boston Consulting Group, 53% dos profissionais se sentem mais inovadores e transformadores quando identificam que sua empresa está comprometida com algo maior que o próprio lucro.

Se os millennials também esperam feedbacks rápidos de seus gestores, os centennials vão além: anseiam por mentoria e diálogo individual com seus líderes. Isso tudo porque eles enxergam o trabalho como uma extensão natural da vida particular – mais uma contribuição da alta conectividade e digitalização do mundo no qual já nasceram ou conheceram muito cedo. São esses os profissionais do futuro, essenciais no nosso propósito de transformar o amanhã.

*Diretor de Pessoas, Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal Brasil