Mineira Canopus registra pedido para realização de IPO
Belo Horizonte está entre principais áreas de atuação da Canopus - Crédito: Divulgação

A construtora mineira Canopus, sediada em Belo Horizonte, registrou pedido oficial de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação, que envolve ofertas primárias (ações novas, cujos recursos vão para o caixa da companhia) e secundárias (papéis detidos por atuais sócios da empresa), será coordenada por Itaú BBA, BTG Pactual e Bradesco BBI.

As informações foram disponibilizadas pela própria CVM, por meio do prospecto preliminar de oferta de ações. O órgão alertou, porém, que se trata de uma minuta inicial sujeita a alterações e complementações e não se caracteriza como o prospecto preliminar da oferta e não constitui uma oferta de venda ou uma solicitação para oferta de compra de títulos e valores mobiliários.

Não foram revelados detalhes sobre a quantidade de ações, nem prazos para a operação. Apenas que Lucas Botelho Mattos e Túlio Botelho Mattos serão acionistas vendedores e que os recursos da oferta primária serão usados para compra e lançamento de empreendimentos e para capital de giro, incluindo manutenção de seus níveis de liquidez de acordo com as suas orientações estratégicas e de negócios.

Procurada pela reportagem, a construtora disse que se encontra em período de silêncio e que o mesmo se encerrará quando houver a finalização do processo de IPO.

Também no prospecto, a empresa informou que apurou lucro líquido de R$ 36,9 milhões, com receita bruta de R$ 284 milhões no ano passado. A construtora declarou ainda que seu banco de terrenos é composto atualmente por R$ 2,422 bilhões em valor geral de vendas (VGV), dentre os quais 36% estão localizados em São Paulo, 35% em Minas Gerais e 28% no Rio de Janeiro.

Fundada em 1971, a Canopus atua no setor de incorporação e construção de imóveis residenciais e comerciais, com foco em empreendimentos residenciais destinados a consumidores de média e alta rendas. Nos últimos 48 anos, a empresa entregou mais de 2,9 mil unidades de média e alta rendas e mais de 18 mil unidades de baixa renda, unidades de parcerias público-privadas (PPP) – 1.443 entregues –, além de lajes comerciais, esse total de unidades perfaz mais de R$ 7 bilhões de VGV em dez estados e Distrito Federal.

Mercado – Em relação aos mercados de atuação, vale ressaltar que a construtora opera no setor de incorporação, construção e venda de imóveis residenciais e comerciais. No segmento de alta, média renda e comercial está presente nos mercados das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Já nos segmentos de baixa renda (programa habitacional Minha casa, minha vida), atuou em oito estados: Minas Gerais, Pará, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Tocantins e Espírito Santo.

Além disso, a construtora destacou a participação, em 2014, da concorrência internacional da primeira parceria público-privada habitacional do País, saindo como vencedora do Lote 1 para a construção de 2.260 apartamentos de habitação de interesse social, 1.423 apartamentos de mercado popular, construção de áreas comerciais, construção de áreas institucionais, construção de infraestrutura e prestação de uma ampla gama de serviços. O prazo do contrato, assinado em 2015, é de 20 anos.

Por fim, com o reaquecimento do mercado imobiliário, diante de vários fatores como a queda da taxa de juros, da taxa de financiamento para imóveis, da inflação e aumento da confiança dos consumidores, a empresa informou que retomou os investimentos e acelerou a prospecção e aquisição de terrenos principalmente em São Paulo.