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A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Uberaba, no Triângulo Mineiro, enfim vai sair do papel. A prefeitura da cidade vai iniciar as obras de implantação do empreendimento, quase oito anos após o decreto presidencial para a criação ter sido publicado.

Ao custo inicial de R$ 2 milhões, o Executivo pretende entregar 10% dos trabalhos até 31 de dezembro de 2020, quando vence o segundo aditivo no prazo estabelecido pelo governo federal.

Segundo informações do Ministério da Economia, em 2016, houve o primeiro alongamento do prazo de implantação da ZPE na cidade, após a publicação do decreto. O local será uma área de livre comércio, destinada à instalação de empresas voltadas à produção de bens a serem comercializados no exterior.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação de Uberaba, José Renato Gomes, embora a prefeitura vá cumprir o cronograma, ainda não é certo que as operações na ZPE sejam iniciadas rapidamente. Isso porque, conforme ele, a atração de empresas ainda depende de mudanças na legislação nacional.

“Acreditamos que o Projeto de Lei 5.957/2013, que está em tramitação no Congresso Nacional, vai avançar logo, logo. Pois sem as mudanças propostas, o modelo do equipamento no Brasil não vai para frente, pois nenhuma outra ZPE foi instalada no País, por falta de interesse das empresas em se instalarem nos locais”, explicou.

Conforme o secretário, por este otimismo é que a prefeitura optou por iniciar as obras de implantação.  “Apenas a título de informação, uma das melhorias propostas é o aumento de 20% para 40% da parcela que poderá ser vendida no mercado interno”, completou.

Horwin – A aprovação do projeto de lei e as mudanças nas regras das ZPEs poderão também confirmar a instalação de mais uma indústria chinesa no município. De acordo com o secretário, a Horwin, empresa especializada na fabricação, distribuição e exportação de motocicletas e veículos elétricos, que assinou protocolo de intenções de intenções para a implantação da unidade fabril em Uberaba no fim de 2018, estaria indecisa quanto a realizar o investimento na cidade ou em Manaus.

“Fora da Zona Franca, somos a única cidade a disputar o investimento e a ZPE poderá ser mais um diferencial, caso o foco da produção da empresa seja o mercado externo. Já se for o nacional, ela poderá optar por construir no eixo de desenvolvimento da cidade ou em um dos distritos industriais. Mas a decisão final será da empresa”, ressaltou.

Na época da assinatura do protocolo de intenções, o montante a ser investido pela chinesa não foi especificado. No entanto, Gomes já apostava em volumes consideráveis, “por ser numa área de grande inovação tecnológica”.

Naquele ano, uma comitiva da empresa visitou Uberaba a convite do prefeito Paulo Piau, que também foi à China. O grupo destacou o interesse dos empreendedores na região devido a características favoráveis a posição geográfica privilegiada, proximidade com os principais polos econômicos do País, logística e infraestrutura.

O documento previa ainda que caso a empresa realmente optasse por se instalar na cidade, construiria a unidade fabril em uma área de 50 mil metros quadrados e já com pretensões de expandir. É que na mesma época solicitaram outra área nas proximidades da primeira, com outros 50 mil metros para uma futura expansão.