Coprocessamento de resíduos é uma das ações mais importantes desenvolvidas pela Geocycle, do grupo LafargeHolcim | Crédito: Divulgação

Importante recurso para a preservação do meio ambiente e para a economia das empresas, o coprocessamento tem sido destaque em Minas Gerais por meio da Geocycle, divisão do grupo franco-suíço LafargeHolcim.

A empresa registra, mensalmente, 15 mil toneladas de resíduos coprocessados, sendo que 10 mil toneladas correspondem às fábricas em Minas Gerais, nas cidades de Barroso, Montes Claros e Pedro Leopoldo. Esta última, aliás, é um destaque entre as demais, com 5 mil toneladas de coprocessamento mensais.

De acordo com a empresa, o processo é uma das ações mais importantes desenvolvidas pela marca, uma vez que resíduos de outros empreendimentos são utilizados em seus fornos, em substituição, sobretudo, aos combustíveis fósseis (derivados de petróleo ou carvão mineral) e outras matérias-primas, como minério de ferro, calcário e argila.

O gerente da Geocycle no Brasil, Nelson Vianna, explica que a ação tem impactos em diferentes frentes, que vão desde as contribuições positivas para a saúde pública até o estímulo à economia.

“O coprocessamento atua no desenvolvimento da cadeia de valor do tratamento de resíduos sólidos (urbanos e industriais), estimulando a geração de emprego e renda local. Ao dar um fim definitivo aos resíduos, o coprocessamento também minimiza os problemas de saúde pública causados pelo acúmulo de resíduos em lixões (combate aos focos de dengue, por exemplo). Para a empresa, reduz a necessidade de transporte e importação de combustíveis fósseis. Além disso, reduz os custos de produção com a substituição de matérias-primas e combustíveis”, diz.

Alguns dos materiais mais utilizados nesse processo, segundo Nelson Vianna, são madeiras que não serão reutilizadas, frascos de materiais que tenham óleo e graxa, restos de papéis que não são recicláveis, produtos vencidos, como cosméticos, entre outros.

Dessa forma, a plataforma de Pedro Leopoldo recebe os resíduos industriais in natura, que passam por uma análise detalhada para verificar se atendem às características específicas para o coprocessamento para, então, o material ser utilizado.

Para se ter uma ideia, desde o ano de 1990, a LafargeHolcim Brasil já diminuiu em 30% a emissão líquida de CO2 por tonelada de cimento que é produzido. Segundo protocolos internacionais, cada 15 mil toneladas de energia renovável usada na alimentação dos fornos, respondem por uma diminuição de 10 mil toneladas de emissão líquida do CO2.

Regulamentação – A atividade de coprocessamento é regulamentada no País desde o ano de 1999 pela Resolução 264, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), e também pela Lei 12.305/2010. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o Brasil conta com 37 fábricas de cimento que utilizam esse recurso.