Recuperação de crédito sobe quase 10% na Capital
Crédito: USP Imagens

A recuperação de crédito entre os consumidores de Belo Horizonte cresceu 9,42% no ano passado na comparação com 2018. Os números mostram uma mudança ainda mais robusta desse cenário quando se constata que o ano retrasado apresentou queda de 6,04% em relação a 2017. Os dados pertencem ao Indicador de Recuperação de Crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

De acordo com o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, foram vários os fatores que contribuíram para essa expansão dos números de 2019. Ele cita como exemplo a inflação controlada, os juros baixos, a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o crescimento da empregabilidade.

Além disso, o presidente da CDL-BH também afirma que as empresas, bancos e financeiras facilitaram muito a busca da renegociação, com descontos e parcelamentos, o que antes acontecia com menos intensidade, tendo em vista, ainda, os aspectos macroeconômicos em um cenário pior.

Caminhada – Embora os números atuais sejam representativos, Marcelo de Souza e Silva frisa que “a velocidade do crescimento da economia que a gente está vendo não é tão grande. A caminhada ainda é lenta, mas está indo”, ressalta ele.

Mesmo assim, o cenário atual, diz o presidente da CDL-BH, já tem feito com que as expectativas estejam melhores, a renda das pessoas maior e, consequentemente, com que os negócios comecem a girar.

“Os consumidores estão voltando às lojas. Muitos não estão efetivando as compras ainda, mas já estão verificando os produtos”, salienta.

Para que possam ter condições melhores para compras, entretanto, o cadastro positivo é importante, lembra Marcelo de Souza e Silva, inclusive para que se possa conseguir maior número de parcelas e juros menores, por exemplo. Assim, as pessoas, destaca ele, têm se esforçado para quitarem as suas dívidas.

Os números divulgados pela entidade também revelam essa realidade. Ainda de acordo com o Indicador de Recuperação de Crédito, o volume de dívidas que são quitadas aumentou 8,16% em 2019 na comparação com o ano anterior.

“O volume de dívidas que a gente vê caindo é também um reflexo desse cenário econômico melhor. As pessoas estão buscando sair do cadastro negativo”, pontua.

Futuro – Marcelo de Souza e Silva ressalta o quanto toda essa recuperação que tem sido visto é boa, já que, com isso, as pessoas voltam a ter poder de compra. Ele salienta, porém, que existe uma expectativa em relação à concretização de reformas, como a tributária e a administrativa, que devem contribuir para que o cenário se mostre ainda mais positivo.