Mesmo diante das incertezas impostas pelo avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) à economia nacional, a RHI Magnesita, líder global em produtos e soluções refratárias, com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), manterá os investimentos de R$ 257 milhões na ampliação e modernização de seu parque industrial mineiro.

A informação é do presidente da RHI Magnesita na América do Sul, Francisco Carrara. Segundo ele, pelo menos 50% dos aportes será realizado no decorrer deste exercício.

“Estamos na fase de detalhamento dos projetos de engenharia, já compramos os equipamentos, cujas entregas estão confirmadas. E, por enquanto, a situação pandêmica não altera o planejamento. A montagem dos equipamentos ocorrerá do meio do ano para frente”, explicou.

A maior parte das intervenções, que serão realizadas até o ano que vem, tem como objetivo a reestruturação do parque fabril. A ideia é de que haja mais eficiência e agilidade no fluxo de produção, a partir da adoção de novas tecnologias e equipamentos mais modernos. O processo deverá promover um incremento de 14% no volume de produção destinado ao abastecimento dos setores de siderurgia, cimento e cal, entre outros.

Balanço – Tamanha aposta da empresa, conforme o executivo, se refere também ao desempenho apresentado em 2019, que foi classificado como resiliente, mesmo perante mercados difíceis.

Para se ter uma ideia, o balanço da companhia mostrou que a receita da divisão de aço diminuiu 10,4% em moeda constante, refletindo mercados fracos e redução de estoque dos clientes. Por outro lado, a receita da divisão industrial cresceu 3,6%, com forte desempenho ao longo do ano passado.

Com isso, as receitas da empresa somaram 2,922 bilhões de euros em 2019, contra 3,126 bilhões de euros em 2018. Isso representou baixa de 6,5% entre os exercícios. Já o Ebitda (lucro líquido antes do imposto de renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização) ajustado chegou a 408 milhões de euros no ano passado, enquanto um exercício antes havia sido de 448 milhões de euros, representando recuo de 8,9%.

“Nossa companhia vem se fortalecendo para momentos como o do ano passado, cujo desempenho foi aquém do esperado. Apesar do cenário adverso, conseguimos identificar oportunidades operacionais que amenizaram as perdas”, afirmou destacando ainda o difícil ambiente de mercado observado no decorrer do segundo semestre de 2019 e que se manteve no primeiro trimestre de 2020.

O presidente da RHI Magnesita na América do Sul disse por fim que, embora o Covid-19 não tenha tido um impacto financeiro relevante sobre os negócios da empresa até o momento, já é observada desaceleração na atividade de clientes, particularmente na divisão de aço.

“O futuro ambiente de demanda é muito incerto. Sabemos que haverá retração na demanda e consequentemente na indústria, o que também nos afetará. Porém, ainda não é possível estimar a intensidade deste impacto. Por isso, realizamos testes extensivos de cenário, considerando uma série de possíveis resultados”, ponderou.