Safra de grãos deve aumentar 0,6% e bater recorde no Estado
A produção mineira de soja deve atingir 5,29 milhões de toneladas, diz a Conab - Crédito: José Gomercindo/Arquivo ANPr

A produção de grãos em Minas Gerais deve ser recorde na safra 2019/20. De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção está estimada em 14,29 milhões de toneladas.

O volume é 0,6% superior ao registrado no ano passado, que até então era o recorde estadual. Neste ano-safra, os destaques são a soja e o milho primeira safra, cujas produções devem alcançar 5,29 milhões e 4,8 milhões de toneladas, respectivamente.

De acordo com o 5º Levantamento da Conab, a área plantada, em Minas Gerais, é de 3,5 milhões de hectares, aumento de 1,6% quando comparado com os 3,4 milhões de hectares utilizados na safra anterior. Neste ano, a previsão é de uma queda de 1% na produtividade, que foi estimada em 4 toneladas por hectare.

No Brasil, também é esperado um recorde produtivo, com estimativa de 251,1 milhões de toneladas, variação positiva de 3,8% sobre a safra passada.

Segundo o diretor de Financiamento e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, as condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da safra 2019/20 de grãos. Mesmo com a maior intensidade das precipitações, a produção tem sido preservada devido aos sistemas de plantio adotado.

“A intensidade de chuvas tem sido bastante positiva para o setor agrícola. É sempre assim, quando se tem chuvas acima da média, os resultados na agricultura são bastante positivos. E uma coisa interessante e que vale ressaltar é que, devido ao nosso sistema de produção – de manter os níveis de produtividade e desempenho das lavouras -, mesmo em chuvas muito intensas não ocorre a destruição das áreas em produção. Isso é sinal que o sistema implantado é sustentável, principalmente pelo plantio direto utilizado na soja, no milho, no algodão e no trigo. Se nós não tivéssemos este sistema de produção, em situação de chuvas muito intensas, a tendência era de destruir o solo e, consequentemente, afetar a produtividade e produção de forma negativa”, explicou.

Em relação aos preços, principalmente da soja e do milho, a tendência é de preços firmes, principalmente pela maior demanda proveniente do setor de proteína animal e a maior destinação do milho para a produção de etanol. “São bons os sinais de mercado em relação a preços, principalmente, milho e soja. Somente no milho, nos últimos seis meses, os preços já subiram 40%”, disse Vaz.

Culturas – Em Minas Gerais, é esperado incremento de 4,4% na safra de soja, que poderá alcançar um recorde produtivo de 5,29 milhões de toneladas. A área plantada com a oleaginosa é de 1,6 milhão de hectares, aumento de 2,2%. A produtividade média, 3,29 toneladas por hectare, está 2,1% superior à registrada na safra anterior.

Para o milho primeira safra, a previsão é de um aumento de 5,5% na produção, somando 4,85 milhões de toneladas. Este ano, houve um crescimento de 1,4% na área plantada, que está em 759,6 mil hectares. A produtividade das lavouras tende a subir 4%, com a colheita de 6,3 toneladas por hectare.

Já para a segunda safra, a primeira estimativa da Conab prevê uma queda de 13,6% na produção do cereal, que pode chegar a 2,53 milhões de toneladas. A área a ser semeada com o milho foi estimada em 424,7 mil hectares, variação positiva de 1%. A produtividade média, 5,97 toneladas por hectare, tende a recuar 14,5% frente ao mesmo período da safra passada.

A produção de algodão, no Estado, também deve ser menor. A previsão é de uma colheita de 155 mil toneladas de algodão em caroço, queda de 8,1%. A produtividade média recuou 2,6% com a colheita de 3,9 toneladas por hectare. A área plantada ficou 5,6% inferior, somando 39,6 mil hectares. A produção de algodão em pluma deve somar 62 mil toneladas, queda de 8,1%.

A produção mineira de feijão, na primeira safra, foi estimada em 193 mil toneladas, o que representa um avanço de 21,9% frente ao ano anterior, quando a produção foi prejudicada pela falta de chuvas. Com o clima mais favorável, a produtividade média cresceu 17,5%, somando 1,2 tonelada por hectare. A área em produção é de 155,6 mil hectares, alta de 3,7%.