Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O fechamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços para controle do avanço do novo coronavírus está prejudicando diversas empresas, principalmente as de pequeno e médio portes.

Para ajudar os empreendimentos a buscarem alternativas para manutenção de um faturamento mínimo e garantir a sobrevivência dos negócios, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) disponibilizou diversos cursos, palestras e está prestando consultoria on-line aos empresários mineiros. O auxílio faz parte da campanha “Em frente, Empreendedor! Conte com o Sebrae Minas na luta contra o coronavírus”.

De acordo com o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Rocha, o apoio do Sebrae no enfrentamento da crise provocada pelo coronavirus é fundamental para que as empresas consigam sobreviver.

“O Sebrae Minas assumiu um protagonismo muito forte no Estado em relação ao papel de ser uma grande agência de desenvolvimento para os pequenos negócios. Considerando que mais de 99% dos estabelecimentos são de micro e pequeno porte e mais de 60% dos empregos estão nessas empresas, quando acontece um episodio assustador e excepcional como esse causado pelo coronavírus precisamos manter o atendimento e orientar o empresário. Por isso, tomamos a decisão de proteger nossos colaboradores e nossos clientes, colocando praticamente toda empresa em home office e concentramos o atendimento on-line. Dessa forma, continuaremos a atender com segurança”, explicou.

Ainda segundo Rocha, com equipe qualificada e tecnologia foi feito um reposicionamento do site do Sebrae Minas com o objetivo de atender as demandas dos empresários e disponibilizar uma série de publicações e atendimentos importantes para minimizar os efeitos da crise. O atendimento aos clientes também está sendo feito por telefone, Whatsapp e consultorias on-line.

“No nosso site, só de palestras temos cerca de 15 vídeos e webnares com especialista de várias áreas – incluindo o marketing digital, franquias, gestão financeira, toda parte de benefícios fiscais e trabalhistas que as empresas tem que lançar mão delas nesse momento – estão disponíveis cerca de 30 e estamos atualizando diariamente. Também foram disponibilizados mais de 100 cursos gratuitos on-line e estamos divulgando as notícias mais importantes para os empresários, como resoluções dos governos. Com isso, nosso site se tornou um grande prestador de serviços”.

Interesse – O acesso aos produtos disponibilizados é grande, o que mostra o interesse do empresário em buscar alternativas para superar a crise. De acordo com Rocha, somente na última segunda-feira (30) foram mais de 2,2 milhões de acessos ao site. Os conteúdos têm sido disponibilizados conforme a demanda dos empresários, que podem acessar o site e escolher as opções que o melhor atende.

Todo serviço que era prestado pelo Sebrae pessoalmente está disponível on-line. Rocha explica que os setores mais afetados pelos decretos que proibiram a abertura dos estabelecimentos são o varejo tradicional, alimentação fora do lar, moda e turismo, por isso, existe um esforço do Sebrae Minas em orientar e auxiliar os empresários na busca por soluções.

“A crise está nos mostrando que existe um novo mundo pela frente após ela passar. As empresas não serão as mesmas, todo mundo vai aprender com esse momento, inclusive o Sebrae. Provavelmente as empresas que hoje estão buscando o delivery, estão implantando o e-commerce como alternativa, quando a crise passar, não deixarão de fazer isso, vão agregar mais este serviço”.

Ainda segundo o representante do Sebrae, no Brasil, somente de 5% a 15%, do comercio é on-line, por isso, existe muito espaço para crescer. Como alternativa para atender os clientes que estão impedidos de ir às lojas e manter o faturamento, diversas empresas já estão implantado este serviço.

Com o cenário de crise, hoje, o Sebrae tem concentrado os esforços para que as empresas mais afetadas consigam encontrar alternativas para manter um faturamento mínimo. As consultorias prestadas têm orientado sobre as possibilidades de renegociação de contratos, análise de custo e corte dos mesmos nas empresas, por exemplo.

Demissões – Uma das recomendações mais importantes é evitar o corte de mão de obra, que tem custo alto na demissão e, quando passar a crise, demandará pessoal capacitado para alavancar os negócios novamente.

“Nossa orientação é que o corte de pessoal seja feito somente quando não houve alternativa. Além do custo elevado para demitir, readmitir pode ser mais caro, principalmente, se necessitar treinamento. No fundo, o Sebrae está empenhado em ajudar o empresário a encontrar alternativas para faturar e sobreviver”, disse Rocha.