Crédito: REUTERS/Denis Balibouse

Armando Rovai*

Desde que surgiram as primeiras notícias acerca do coronavírus – Covid-19, uma onda de desrespeito e preconceito têm sido objeto de divulgação pelas mídias sociais, como as recentes falas proferidas sobre a origem do vírus e sua proposital contaminação.

Observe-se que algumas dessas falas partiram de pessoas que têm a obrigação de se comportar nos estritos termos de um Estado Democrático de Direito, pois possuem cargos eletivos e gravitam na cúpula do poder nacional.

O que parece é que essas mesmas pessoas não acreditam em democracia e nem em Estado de Direito. Mas, enfim e na realidade, voltando para nosso efetivo e mais que verdadeiro problema, a pandemia deve ser tratada com seriedade, maturidade e serenidade, uma vez que, devido à relevância e delicadeza da situação, todas as informações da doença devem ser trazidas de forma real e oficial por órgãos competentes e oficiais.

É obrigatório tratarmos o assunto de maneira prudente e responsável, evitando comentários jocosos, desleixados e, mais, ainda, como se fosse uma mera “fantasia”. Certamente, quem assim pensa ou assim jocosamente se manifestou, certamente se arrependerá!

Diante da situação que estamos enfrentando cabe uma reflexão, já que, cedo ou tarde, o coronavírus passará e a população sobreviverá, porém, a disseminação do preconceito e do ódio deixarão marcas irreparáveis. O momento atual é de precaução, efetividade, respeito e, principalmente, de solidariedade.

*Professor de Direito Ambiental da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e doutor em direito político