Plenarinho tem 40 lugares e já foi utilizado na Semana do Engenheiro - Crédito: Divulgação

A área central de Belo Horizonte está prestes a ganhar um novo e amplo espaço empresarial destinado a abrigar projetos na área de inovação. Trata-se dos novos andares do prédio sede da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), cuja reforma está, em parte, chegando ao seu final.

Já disponíveis, no terceiro andar, estão o plenarinho e um amplo salão de 160 metros quadrados e sete salas de apoio. Circundando todo o andar, há uma varanda, que pode ser utilizada como espaço para que se tenha momentos para descontração, como normalmente ocorre em empresas ligadas à inovação tecnológica.

De acordo com o presidente da SME, Ronaldo Gusmão, o projeto da entidade é para que o espaço do coworking seja ocupado por startups ligadas à inovação. “Estamos abertos a empresas que tenham o desenvolvimento tecnológico como prioridade, já que esta é também uma prioridade da SME”, afirmou o presidente da entidade.

Configuração – O espaço está configurado, em sua estrutura elétrica, para receber seis conjuntos de estações de trabalho, totalizando 53 postos. O plenarinho, que já foi utilizado durante a Semana do Engenheiro, em dezembro do ano passado, tem 40 lugares. O acesso à internet é feito pela rede de wi-fi da própria SME, já disponível.

Em fase adiantada de obras, no quarto andar, está o auditório de 190 lugares dotado de sofisticado tratamento acústico que permitirá a realização de eventos, como palestras, sem a necessidade de amplificação eletrônica da voz, como ressalta o engenheiro civil Misael de Jesus dos Santos Sá, coordenador das obras de revitalização do prédio da SME. No futuro auditório, as obras civis já estão concluídas. A próxima etapa será a instalação dos equipamentos de iluminação e som, bem como das poltronas.

Os novos espaços fazem parte do projeto de revitalização do prédio da SME, que foi inaugurado em março de 1978 e serviu como sede da instituição até de 2005, quando foi transferida para o edifício sede do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), onde permaneceu até fevereiro de 2017.

O retorno à sede original foi precedido da reforma do segundo andar, onde está instalada a diretoria da SME. No mesmo andar, há uma sala de reuniões com capacidade para cerca de 40 pessoas e que é dotada de infraestrutura de som, projeção e internet. A sala já é utilizada para reuniões e palestras, da SME, de outras instituições e também de empresas. Há um ano, terminou a segunda parte do projeto de revitalização do edifício sede, que foi a reforma do saguão, um amplo espaço para eventos localizado no andar térreo e que comporta cerca de 600 pessoas.

A sala de reuniões do segundo andar e o saguão também compõem a infraestrutura oferecida pelo prédio, da qual faz parte, ainda, um estacionamento para 40 veículos, localizado em seu subsolo. Desta forma, a sede da SME é um espaço multiuso, capaz de atender às mais diversas demandas sem que seja necessário o usuário deslocar-se para outro local, podendo adequar seu evento aos diversos espaços lá existentes.

Unifei assume coordenação do projeto do laboratório de Itajubá

O Instituto Senai de Inovação em Sistemas Elétricos (ISI-SE), laboratório cujas obras de implantação foram interrompidas em meados do ano passado por falta de recursos, está passando por uma reformulação do modelo de negócio e de governança. Procotolo de intenções nesse sentido foi assinado recentemente entre a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) que, até então, era responsável pelo projeto.

Com o protocolo de intenções, esse papel passará a ser exercido pela Unifei, que irá liderar as iniciativas para a busca dos recursos necessários à retomada das obras, que receberam, até agora, R$ 41 milhões, de um total de R$ 438 milhões previstos. Estes recursos foram aplicados na terraplanagem do terreno e na montagem da subestação de energia elétrica do futuro laboratório, que passará a chamar-se Centro Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para Infraestrutura do Setor Elétrico.

De acordo com o reitor da Unifei, Dagoberto Almeida, para viabilizar o projeto, a intenção é buscar o apoio financeiro de concessionárias do setor elétrico, assim como de empresas e instituições nacionais e estrangeiras na área de ciência e tecnologia. “Vencemos uma batalha, mas não a guerra”, afirma Dagoberto Almeida, que reafirma os investimentos em pesquisa e desenvolvimento como fundamentais para a construção do desenvolvimento, que tem a energia elétrica como um de seus principais componentes. “Conhecimento é soberania”, ressaltou o reitor da Unifei.

A SME fez parte do movimento para a retomada do projeto do laboratório. Em meados do ano passado, a convite da entidade, Dagoberto Almeida esteve na SME, onde denunciou a interrupção das obras e participou de debate sobre a importância, para o desenvolvimento do País, dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.