Startups fortalecem a governança corporativa - Crédito: PIXABAY

As empresas de base tecnológica, chamadas de “a nova economia”, também se juntam ao movimento, fortalecendo sua governança corporativa e entrando em uma fase de seniorização da gestão.

Os polos de startups de Belo Horizonte, Uberlândia (Triângulo) e Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas) lideram essa tendência. Em abril de 2019 o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) lançou o guia “Governança Corporativa para Startups e Scale-ups”.

A aquisição da norte-americana ScribbleLive, pela belo-horizontina Rock Content, em dezembro do ano passado, é tida como um forte sinal do amadurecimento do mercado mineiro de inovação pelo especialista.

“As startups estão entendendo as vantagens ao investir na seniorização da gestão, estão cada vez mais interessadas em governança. Como elas nasceram em um período de grande desenvolvimento econômico, não tinham experiência em cenários de crise e tudo o que aconteceu nos últimos anos foi um grande susto. Hoje já existe a percepção que um time que mescle juventude e experiência é o ideal”, afirma o diretor-executivo da Tailor, Bruno da Matta Machado.

A dúvida, agora, é se o mercado terá profissionais suficientes para atender essa demanda por executivos. A falta de qualificação continua sendo uma barreira para o preenchimento de boa parte dos cargos em aberto. Apesar de ser considerado um polo educacional de excelência, Minas Gerais exportou e segue exportando talentos. Atração e retenção de profissionais altamente qualificados é um dos grandes desafios dessa etapa de amadurecimento do mercado mineiro. A favor, qualidade de vida, segurança e a própria qualidade da educação contam pontos para quem não tem apenas no salário o fator que define a decisão.

“Ainda temos o problema da qualificação. Durante a crise muita gente se qualificou, mas o problema continua. Minas forma excelentes profissionais, mas poucos ficam aqui, até mesmo pela imaturidade do nosso mercado no que diz respeito à alta gestão. O que deve acontecer agora é um movimento de repatriação, com a volta de gente que estava em outros estados, principalmente São Paulo, e até outros países”, afirma o diretor-executivo da Tailor.