Superávit de empregos cresce em MG
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Minas Gerais encerrou 2019 com um saldo positivo de empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de dezembro, mostram um saldo de 97.720 novas vagas de emprego formal em 2019, o que significa 15.801 postos gerados a mais que os registrados em 2018 ou 19,28% maior. Ao todo, as admissões com carteira assinada, em 2019, somaram 1,86 milhão de vínculos ante os 1,76 milhão registrados em 2018 no Estado.

Ao longo de 2019, o total de admissões, em Minas Gerais, chegou a 1,86 milhão, enquanto as demissões somaram 1,76 milhão, gerando um superávit de 97.720 vagas. O saldo positivo na geração de novos postos de trabalho também foi registrado em 2018, quando as admissões chegaram a 1,76 milhão, superando em 81.919 as demissões, 1,68 milhão.

No período, de todos os setores pesquisados, somente o agropecuário encerrou com resultado negativo. O total de admissões no setor somou 195.524, as demissões 198.049, gerando um déficit de 2.525 vagas.

Já maior saldo de empregos, em 2019, foi observado no setor de serviços, com a geração de 55.213 vagas. Em 2018, o setor encerrou com um resultado positivo de 45.485 novos postos. As admissões do setor somaram 700.053, em 2019, e as demissões ficaram em 644.840.

Resultado positivo também foi observado na construção civil, setor que o saldo de empregos chegou a 19.021, resultado das admissões que somaram 229.568 e demissões, que encerraram 2019, em 210.547. A indústria de transformação foi responsável por 287.951 admissões, 278.109 demissões, resultando em um saldo de empregos de 9.842.

No comércio foram criadas 12.842 vagas, com as admissões chegando a 422.953 e demissão a 410.111. A atividade extrativa mineral foi responsável pela criação de 2.413 novos postos de trabalho. O total de admissões do setor ficou em 12.889 e as demissões chegaram a 10.476.

Dezembro – Já em dezembro, o saldo de empregos ficou negativo. Ao todo, as admissões somaram 111.101, sendo superadas pelos desligamentos, 146.989. O resultado foi um déficit de 35.888 vagas. Apesar do resultado negativo, o déficit ficou menor que o observado em dezembro de 2018, quando foi registrada a extinção de 38.761 vagas. No período, os setores da agropecuária, indústria de transformação e serviços foram os maiores responsáveis pela redução.

De acordo com os dados do Ministério da Economia, o resultado foi negativo, em dezembro, ocorre todos os anos em função dos desligamentos dos colaboradores temporários contratados para trabalhar durante o fim de ano, além da sazonalidade naturalmente observada em alguns setores, como o de serviços, indústria e construção civil.

Em Minas Gerais os maiores desligamentos foram registrados na indústria de transformação, com a extinção de 13.114 vagas, seguido pelo setor de serviços, 11.086, construção civil, 7.018, e agropecuária, com o fechamento de 6.284 vagas de empregos. O comércio foi o único setor a apresentar saldo positivo, com a criação de 2.713 vagas.

Resultado acima da expectativa no País

Brasília – No ano passado, foram criadas 644.079 vagas com carteira assinada no País. Esse é o melhor resultado anual desde 2013, quando foram gerados mais de 1,1 milhão de postos de trabalho formais.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados na sexta-feira (24) pelo Ministério da Economia. No fim de 2019, o governo apresentou uma projeção para o comportamento do emprego no ano.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, estimou um saldo de pelo menos 635,5 mil novos postos de trabalho formais. O resultado, portanto, superou a expectativa da equipe econômica.

Dezembro seguiu a tendência de fechamento de vagas após as contratações temporárias nas fábricas para produzir as demandas das festas de fim de ano. Foram encerrados 307.311 postos com carteira assinada no País.

O comportamento do emprego em dezembro superou a expectativa do mercado financeiro. Estimativa coletada pela agência Bloomberg previa o fim de 324 mil contratos formais no último mês de 2019.

O saldo de dezembro foi o melhor desde o mesmo mês de 2005, quando 286.719 vagas foram fechadas.

Ao comentar os dados do Caged, Marinho publicou em uma rede social que o desempenho do mercado de trabalho em todo ano passado “demonstra a confiança do setor produtivo na agenda econômica”.

Para 2020, o governo espera a geração de 1 milhão de novos empregos formais caso o Produto Interno Bruto (PIB) avance 3% em relação ao ano anterior.

A projeção foi informada pelo secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo. Ele, porém, não fez estimativas com base na estimativa de crescimento de 2,5% do PIB, indicada pelo ministro Paulo Guedes (Economia).

Dalcolmo afirmou ainda que o desempenho do mercado de trabalho depende da continuidade na aprovação de reformas, privatizações e comércio internacional.

Em relação aos setores da economia, o secretário prevê que serviços e comércio tendem a abrir a maior quantidade de novas vagas com carteira assinada, mas a construção civil deve manter o ritmo aquecido.

“Os números [de 2019] são positivos, mas, lógico, temos que batalhar pelo um milhão”, disse Dalcolmo.

O Ministério da Economia ressaltou que, no ano passado, todos os oito ramos de atividade registraram saldo positivo.

O impulso veio principalmente do setor de serviços, que gerou 382.525 vagas formais. No comércio, houve abertura de 145.475 novos postos de trabalho e na construção civil, 71.115.

Todas as cinco regiões do País também tiveram desempenho positivo no mercado de trabalho. O melhor resultado foi para a região Sudeste, com 318.219 novas contratações formais. Na região Sul, foram 143.273 postos.

Em 2019, o salário médio de admissão foi de R$ 1.626,06, enquanto que o salário médio das demissões foi de R$ 1.791,97.

Intermitente – O governo divulgou ainda um balanço do trabalho intermitente, contrato que não prevê jornada fixa.

Aprovada durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, a reforma trabalhista flexibilizou a legislação trabalhista e criou esse novo tipo de contratação.

No ano passado, foram criadas 85.716 novas vagas de trabalho intermitente -cerca de 13% do saldo de 644.079 postos formais gerados.

Dalcolmo diz esperar que essa fatia do trabalho intermitente registre pouca variação em 2020. “O trabalho intermitente tem crescido e não foi destinado a substituir nenhuma forma de contratação, e sim oferecer uma nova forma de contrato que antes não existia”, declarou o secretário de Trabalho.

As principais ocupações com esse novo tipo de emprego foram assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.

Segundo o governo, o objetivo é dar mais flexibilidade a setores com oscilação de demanda e atender a trabalhadores que, sem essa alternativa, ficariam na informalidade. (Folhapress)