Supermercados de Minas registram alta de 4,22%
No ano passado, foram abertas 72 lojas em Minas Gerais, com investimentos de R$ 682,9 milhões - CRÉDITO:ALISSON J. SILVA

O setor supermercadista mineiro faturou R$ 37,3 bilhões no ano passado, superando em 4,22% o resultado de 2018, quando o faturamento das redes mineiras havia somado R$ 35,7 bilhões.

O desempenho também ficou acima do inicialmente esperado pela Associação Mineira de Supermercados (Amis), de 4%, e pode ser atribuído a vários fatores, como a melhora nos níveis de emprego, a redução das taxas de juros e a confiança de melhor desempenho da economia do País.

Para 2020, a Amis espera crescimento ainda mais robusto, de 4,5%, com o faturamento chegando a R$ 38,9 bilhões. Atualmente, o setor mineiro soma 7.314 lojas, que geram 205.481 empregos.

Segundo a entidade, neste ano, está prevista a abertura de 75 pontos de vendas no Estado, com geração de 8 mil empregos e investimento de R$ 700 milhões. Em 2019, a abertura de novas lojas também superou as expectativas.

No início do ano, a projeção era de inauguração de 70 lojas, mas o número chegou a 72, com aporte de R$ 682,9 milhões e criação de 7.795 postos de trabalho. Ao todo, foram 32 lojas de vizinhança, 22 de atacarejo, sete express e cinco gourmet.

Na avaliação do presidente-executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, os números apurados no exercício anterior foram satisfatórios e, inclusive, superaram a média nacional, cujo balanço apresentado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicou avanço de 3,62% em 2019 na comparação com 2018.

“Tradicionalmente, Minas Gerais e São Paulo puxam o desempenho do País”, disse. Além dos fatores já citados, também contribuíram para o resultado a conjuntura econômica nacional e as medidas de incentivo ao consumo adotadas pelo governo.

Sobre o desempenho de cada mês, o presidente destacou novembro, com a realização das promoções de Black Friday. Segundo ele, geralmente as vendas de dezembro superam, em pelo menos 20%, as do décimo primeiro mês do exercício. No entanto, no ano passado, o incremento foi da ordem de 15%.

“A variação é explicada pela crescente adesão do setor às campanhas de Black Friday, que, em muitas empresas, ocorrem durante todo o fim de semana. Essa data sazonal vem se tornando importante no setor e traz dois impactos na comparação das vendas de dezembro. Primeiro, porque eleva a base de novembro e, depois, porque antecipa muitas compras que o consumidor faria por ocasião do Natal”, explicou.

Semana do Brasil – Em relação a datas e promoções especiais, o dirigente também ressaltou que agora a expectativa dos supermercados diz respeito à campanha “Semana do Brasil”, cujo objetivo é comemorar a Independência do Brasil e estimular a economia do País. Conforme Claret, a consolidação da data deve ocorrer no mesmo ritmo que a da Black Friday (em três anos) e, até o ano que vem, deverá alavancar as vendas de setembro, mês sem nenhum evento especial com apelo para o varejo.

Quanto ao desempenho regional, no acumulado do ano, os supermercados da região Central se sobressaíram com avanço de 6% no faturamento de 2019 frente a 2018. Por outro lado, a Zona da Mata foi a que registrou a menor expansão, com 2,6%, no mesmo tipo de confronto. O dirigente da entidade justificou o menor crescimento pela elevada base de comparação e destacou que a Zona da Mata é uma das regiões que sempre puxam a média do Estado para cima.

Outro destaque no desempenho acumulado regional foi a recuperação da região Norte/Noroeste, que, depois de cair 2,56% em 2018, apresentou resultado positivo de 3,14% em 2019. Por fim, o Rio Doce/Jequitinhonha/Mucuri teve incremento de 3% entre os exercícios.