Vamos antecipar algumas ações para que nossos parceiros possam ter tranquilidade nesse período, afirma Flam | Crédito: Divulgação

A Unimed-BH, com mais de 5,6 mil médicos cooperados e 5 mil colaboradores, se esforça para garantir não só a segurança sanitária de seus clientes e parceiros durante a pandemia do Covid-19, mas também a saúde financeira da sua rede de cooperados e de prestadores de serviços.

De acordo com o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam, todo o esforço será feito para garantir hospitais abertos e para que médicos cooperados e demais parceiros continuem recebendo e sejam capazes de manter o padrão de atendimento durante a crise.

“Todas as medidas visam manter os hospitais abertos e o pagamento de funcionários e médicos para que o sistema não pare de funcionar. Vamos antecipar algumas ações para que nossos parceiros – hospitais, clínicas, laboratórios – possam ter tranquilidade nesse período”, afirma Flam.

“Nunca passamos uma situação parecida e não sabemos por quanto tempo essa crise irá perdurar. Faz parte da nossa missão não só prestar a melhor assistência aos nossos clientes, mas também cuidar da nossa rede de parceiros e, principalmente, dos cooperados. O impacto será diferente para cada categoria de profissional ou de prestador e o que vamos fazer é garantir um pagamento mínimo para cada um. Vamos suportar esse impacto financeiro justamente para que no futuro não soframos outros desafios como problemas no fluxo de caixa. Estamos preparados para isso”, completa o diretor de Provimento de Saúde da Unimed, José Augusto Ferreira.

A cooperativa tem, ainda, reforçado os canais de relacionamento para garantir que médicos e colaboradores estejam alinhados sobre as principais medidas de contenção da doença. O foco está na capacitação e orientação sobre o fluxo de atendimento aos clientes. Os médicos têm acesso aos conteúdos educacionais, por meio de podcasts e vídeos de especialistas sobre o novo coronavírus.

A Unimed-BH também adotou diversas ações preventivas para evitar a transmissão do vírus entre as equipes. Entre as ações está o home office para as áreas administrativas; suspensão temporária de viagens e antecipação do calendário de vacinação para todas as equipes. Os colaboradores que chegam de viagem do exterior estão de quarentena preventiva. Além disso, foram suspensas as férias das equipes diretamente envolvidas no atendimento.

Novos canais de atendimento como telemonitoramento diário, a consulta on-line coronavírus, contratação de mais profissionais, além de restrição de visitas nos hospitais da rede própria, bem como campanha educativa nas ruas e capacitação das equipes foram disponibilizados.

“Como cooperativa médica, temos o compromisso de zelar pela saúde tanto dos nossos clientes quanto dos nossos médicos cooperados e das equipes. Diante do aumento do número de casos, as principais medidas que temos adotado são para retardar e prevenir o contágio da doença. O isolamento social é fundamental nesse momento”, avalia o diretor-presidente da Unimed-BH.

A empresa já colocou no ar uma campanha de conscientização e mobilização, convidando toda a população a adotar comportamentos para evitar a propagação do novo coronavírus.

O objetivo é orientar seus diversos públicos e a comunidade sobre os riscos da doença e a importância de adotar hábitos de higiene e respeitar o isolamento domiciliar. O slogan ressalta a mensagem da necessidade do pensamento coletivo: “O combate ao novo coronavírus é um dever de todos”.

Conjuntura abre mercado para startups

Neste cenário, o investimento em negócios inovadores, como as startups, é uma excelente alternativa, afirma João Kepler, cofundador da Bossa Nova Investimentos e um dos anjos investidores mais respeitados do País.

“Há 11 anos invisto em startups, justamente porque eu acredito ser um modelo de investimento similar à renda variável, mas em empresas escaláveis e em estágio inicial de negócios. Trata-se de um negócio atraente, pois elas são ágeis, escaláveis e menos suscetíveis a oscilações como essas, do Covid-19, por exemplo”, diz.

Kepler lembra que, em 2016, época em que o Brasil passou por uma crise econômica, muitas startups cresceram e escalaram, mesmo diante de diversas barreiras e desafios:

“Elas têm processos ágeis, eficientes, custos menores, modelos de negócio com base na inovação e na tecnologia. Isso não requer muita infraestrutura e capital tangível para sobreviver e crescer, depende basicamente do capital intangível”, analisa.

Diferentemente das startups, as empresas tradicionais operam com outro modelo de pensamento. “Neste momento de crise, as mais estruturadas perdem força, muita estão lastreadas em transações em dólar e euro, dependem do mercado e de governos, a gestão é mais lenta e os processos engessados, grande corpo de funcionários e decisões muito complexas a serem tomadas. Geralmente, por precaução, diminuem a aceleração, cortam despesas e investimento”, avalia.

Segundo ele, a incerteza em relação ao impacto do Covid-19 na economia está mexendo com os ânimos dos investidores. “Nunca recebi tantas ligações de empresários me perguntando sobre investimento em startups. Essa procura se dá por conta das altas oscilações da renda variável, a queda da Bolsa, muitas ações derretendo, empresas preocupadas com tudo que está acontecendo neste momento”, destaca.

A crise e os desafios já fazem parte do ambiente das startups, explica Kepler: “Elas enxergam uma solução para cada problema e não um problema para cada solução. Esses empreendedores são incomodados, insatisfeitos e resilientes e essa é a chave do sucesso”.

O cofundador da Bossa Nova Investimentos aconselha quem está preocupado com as oscilações da Bolsa de Valores: “Se tiver investimento na Bolsa, tente segurar. Não venda. Se for comprar ações, compre somente de empresas com menos impacto direto nessa crise do coronavírus, com balanços sólidos e principalmente com resultados estáveis. Se for investir em startups, procure usar uma lógica de investimento de altíssimo risco e longo prazo (10 anos), além de seguir alguém que já faz esse tipo de investimento”. (Da Redação)

Empresas desenvolvem soluções antipandemia

O poder de inovação de pequenos negócios, como as startups, contribui para o enfrentamento de problemas atuais da sociedade. Com alta capacidade em desenvolver produtos ou serviços de forma rápida com uso de tecnologia, as startups assumem protagonismo na busca de soluções inovadoras no combate ao coronavírus.

De acordo com o gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato Cabral, a inovação pode se apresentar de várias formas, desde pequenas mudanças na rotina dos negócios, ao focar no diferente e antecipar tendências, até mesmo ao propor soluções de grande impacto, como o desenvolvimento de uma vacina.

A startup Hi Technologies, formada por empreendedores, anunciou que disponibilizará para o mercado, a partir de 15 de abril, um teste realizado em média de 15 minutos para o diagnóstico da doença. A empresa, que atua na área da saúde, desenvolveu, em 2017, um laboratório portátil conectado à internet, chamado Hilab, capaz de detectar rapidamente doenças infecto-contagiosas por meio de exames de sangue, realizados de forma prática e pouco invasiva.

De acordo com o CEO, Marcus Figueredo, neste primeiro momento, o teste será disponibilizado para o estado de São Paulo, onde há o maior número de casos da doença, e também para Curitiba (PR), sede da empresa. A startup tem recebido demandas do Brasil inteiro, de governos, planos de saúde, hospitais e empresas. Segundo ele, a agilidade das startups é ponto chave em um momento como a pandemia do coronavírus.

“Estamos acostumados a nos adaptar de forma rápida para mudar os produtos ou serviços para atender as necessidades que podem surgir repentinamente”, afirmou.

Mapeamento – Outra startup que também apresentou solução inovadora para ajudar no enfrentamento da doença é a Siga, startup de Geomarketing, de Maringá (PR). Em menos de 24 horas, a equipe preparou plataforma para mapear os casos suspeitos e confirmados do coronavírus, a partir dos dados disponibilizados pelos boletins diários do Ministério da Saúde. Em apenas 6 horas, foram aproximadamente 1.500 acessos.

O geógrafo e CEO da Siga, Mateus Felini, explica que a ideia surgiu depois de perceberem informações desencontradas e mensagens falsas sobre o assunto. Ele acredita que a visualização em forma de mapa contribui para maior conscientização das pessoas: “Nosso objetivo foi apresentar uma fonte confiável e de fácil acesso para todos, gerando uma sensação de participação. Ao reconhecer seu próprio território no mapa, as pessoas se sentem mais conscientes da dimensão do problema”.

Fundada em 2018, a startup Siga fornece dados para as empresas traçarem estratégias na abertura e expansão dos negócios, como, por exemplo, na escolha do melhor ponto de venda. No final do ano passado, participou de um programa de aceleração, promovido pela Evoa, aceleradora de startups, parceira do Sebrae. Na ocasião, o Sebrae colaborou no desenvolvimento da estruturação da empresa para se tornar mais competitiva no mercado.

Suporte para empresários – Preocupado com o impacto da crise econômica provocada pelo coronavírus, especialmente sobre os pequenos negócios, o Sebrae lançou um portal de informações totalmente voltado para orientar os empreendedores.

A iniciativa é mais uma das ações que a instituição está tomando para apoiar os donos de micro e pequenos negócios no desenvolvimento de alternativas para fazer frente à crise. Ao entrar na página, o empresário tem acesso livre e gratuito a orientações, exemplos de outros empreendedores que encontraram soluções inovadoras, dicas de como lidar com a atual situação, além de cursos online com conteúdo diverso.

Logo na abertura do site, o usuário tem acesso a todos os canais de contato com o Sebrae para receber orientações diretamente de um consultor da sua área de atuação. Além disso, a página reúne as dúvidas mais frequentes sobre como lidar com a crise, com respostas elaboradas pelos técnicos da própria instituição. O site oferece ainda um conjunto de medidas emergenciais tomadas por algumas empresas que mostraram efeitos positivos durante a crise: atendimento ao cliente via Whatsapp e implementação do serviço de delivery são alguns dos exemplos.

Confiante no poder da capacitação, o Sebrae disponibilizou na plataforma cursos on-line gratuitos em diversos setores, para que os empresários desenvolvam novas habilidades durante a gestão da crise. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, uma das principais qualidades dos pequenos negócios é a capacidade de reagir de forma rápida.

“A marca da micro e pequena empresa é a resiliência. Apesar de todas as crises recentes, os pequenos negócios geraram 12 milhões postos de trabalho nos últimos anos. Não será diferente agora. As pequenas empresas, devidamente apoiadas pelo Sebrae e pelo governo, serão capazes de superar essa nova situação”, destaca.

As ações de enfrentamento aos impactos do coronavírus realizadas pelo Sebrae incluem outras frentes de trabalho. A instituição tem realizado estudos para mensurar quais serão os setores da economia mais atingidos. Há ainda um grupo de consultores técnicos atuando diretamente, em todos os estados, com os microempresários para oferecer orientações sobre o atual cenário.

Além disso, está em curso uma articulação para promover políticas públicas de suporte às pequenas empresas; e todos os casos de implementação de inovação durante a crise estão sendo monitorados, estudados e serão publicados para disseminação do conhecimento. (ASN)