O Inda projeta alta de 5% nas vendas de aços planos em 2020 e novo reajuste no País - Crédito: Divulgação

As vendas de aços planos no mercado brasileiro fecharam 2019 com alta de 9,6% e as compras com aumento de 1,4% sobre o ano anterior, com a antecipação em razão de reajuste de preços na passagem para 2020.

Para este exercício, a projeção do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) é de crescimento de 5% nas compras e nas vendas frente ao período anterior. A entidade também prevê novo reajuste nos próximos meses.

As informações são do presidente do Inda, Carlos Loureiro. Segundo ele, somente em dezembro, as vendas de aço pelos distribuidores aumentaram 34,2%, chegando a 253,2 mil toneladas contra 188,6 mil toneladas registradas no último mês de 2018. Com isso, no ano, o volume somou 3,39 milhões de toneladas.

“O aumento aconteceu em virtude da antecipação de compras por diversos setores. O aumento no preço anunciado pelas usinas no final do ano provocou uma corrida por parte dos clientes para recomposição dos estoques”, explicou.

Sobre os preços dos aços planos para a rede de distribuição, Loureiro disse que, além dos reajustes praticados pelas usinas entre o fim de dezembro e este mês, na ordem de 10%, novos preços estão previstos também para o começo de março. “As empresas já estão falando em novo aumento, justamente porque a elevação praticada não foi suficiente para recompor o prêmio, em virtude tanto da valorização do preço no mercado internacional, como da taxa de câmbio”, adiantou.

Um ponto que ainda impede os reajustes, porém, conforme o dirigente, é a disputa entre as siderúrgicas quanto ao market share. “A escalada dos preços vai depender da disciplina das usinas quanto às brigas por participação. Pois, no início do ano passado, o mercado foi surpreendido quanto a essa oscilação dos preços”, completou.

Ainda de acordo com os dados do Inda, as compras das distribuidoras totalizaram 3,17 milhões de toneladas no decorrer do ano passado. Somente no mês de dezembro, foram 291,2 mil toneladas sobre as 196,9 mil toneladas do mesmo período de 2018, representando alta de 47,9% entre os meses.

Importações – Já a importação de aço chegou a 1,09 milhão de toneladas em 2019, o que representou queda de 8,9% ante 2018. Em dezembro, foram importadas 53,76 mil toneladas, recuo de 43,3% em relação as 94,8 mil toneladas de igual mês do ano anterior.

Para Loureiro, a queda observada nas importações nos últimos meses de 2019 deverá ser mantida também no início de 2020, justamente pela briga das usinas em relação aos preços. “A briga por mercado é que está sustentando os preços e não as importações”, reiterou.

Assim, em número absoluto, o estoque de dezembro obteve alta em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 800,2 mil toneladas, e o giro dos estoques fechou em crescimento com 3,2 meses.