O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, ficou com as operações suspensas na manhã deste sábado (26), depois que um buraco foi encontrado na pista de pousos e decolagens.
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O problema apareceu por volta das 8h, durante uma inspeção de rotina, e provocou cancelamentos, atrasos e desvios de voos. O buraco na pista de Confins só deixou de travar o aeroporto no início da tarde, quando as atividades foram retomadas.
O que se sabe sobre o buraco na pista de Confins
Assim que o buraco foi identificado, os voos foram interrompidos e as aeronaves com destino a Confins começaram a ser desviadas para outros aeroportos.
A concessionária BH Airport informou que as operações foram suspensas de forma preventiva para uma intervenção pontual na pista, com equipes técnicas trabalhando para concluir o serviço o quanto antes.
A liberação aconteceu em etapas. Às 11h20, a pista foi reaberta apenas em parte, com decolagens permitidas somente pela cabeceira 34 e uso de 2.200 dos 3.600 metros disponíveis, enquanto os pousos seguiam proibidos.
As operações voltaram por volta das 15h08. As informações divulgadas até agora não detalham a origem do problema.
Confins tem uma única pista, de 3.600 metros de asfalto, e recebe a maior parte dos voos da região de Belo Horizonte. Por isso, qualquer bloqueio no local paralisa boa parte da operação e deixa poucas alternativas dentro do próprio aeroporto.
Como ficaram os voos e os passageiros
Com o buraco na pista de Confins, entre 54 e 60 voos foram atrasados, cancelados ou desviados, de acordo com diferentes levantamentos. Durante a interrupção, 27 aeronaves aguardavam liberação para decolar, e um voo teria feito pouso de emergência.
A Azul, que tem em Confins seu segundo maior centro de operações, foi a mais atingida, com 38 cancelamentos e 35 atrasos. Gol, Latam e Copa também tiveram voos afetados.
No terminal, passageiros relataram filas grandes e falta de informação. O aeroporto, que recebeu mais de 13 milhões de passageiros em 2025, sentiu o efeito em cadeia, já que aviões que não pousam ou decolam em Confins atrapalham a programação de voos em outros aeroportos do país.
O episódio ocorre poucos dias depois de uma instabilidade de GPS que atingiu aeronaves da Azul e causou 30 cancelamentos em Confins na terça-feira (22). Desta vez, porém, o problema foi outro: uma interdição física da pista.
Direitos de quem teve voo atrasado ou cancelado
As regras da Anac valem mesmo quando o motivo do atraso não é culpa direta da companhia, como mau tempo ou problemas na pista. A empresa deve avisar imediatamente sobre o atraso ou o cancelamento e atualizar as informações a cada 30 minutos. A assistência é gratuita e aumenta conforme o tempo de espera:
- A partir de 1 hora: comunicação, como internet ou telefone;
- A partir de 2 horas: alimentação, com refeição, lanche ou voucher;
- A partir de 4 horas: hospedagem, se for preciso pernoitar, e transporte de ida e volta.
Em caso de cancelamento ou de atraso acima de 4 horas, o passageiro escolhe entre ser reacomodado em outro voo, receber o reembolso integral da passagem ou seguir viagem por outro meio de transporte.
Passo a passo para quem foi prejudicado
Quem teve o voo afetado pelo buraco na pista de Confins pode seguir alguns passos simples para garantir o que a regra prevê:
- Procurar o balcão da companhia aérea e pedir a assistência a que tem direito.
- Escolher entre reacomodação, reembolso ou outro meio de transporte, se o voo foi cancelado.
- Guardar cartão de embarque, comprovantes e notas fiscais de gastos com alimentação ou hotel, caso a empresa não ofereça.
- Anotar o número de protocolo de qualquer atendimento.
Se a empresa não resolver, o passageiro pode registrar reclamação na Anac pelo telefone 163, ligação gratuita.
Quem ainda tem viagem marcada deve conferir o horário do voo nos canais da companhia antes de sair de casa, já que problemas desse tipo costumam gerar ajustes na programação nos dias seguintes, como ocorreu após a instabilidade de GPS.