Economia

INPC sobe para 4,29% e afeta reajustes de salários e do INSS

O INPC de setembro acelerou em relação a agosto e integra o cálculo que define reajuste de salários e benefícios

2 min de leitura
Mãos contam cédulas de real em caixa registradora; INPC de setembro impacta salários e benefícios de trabalhadores de baixa renda
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro fechou em 0,82%, elevando o acumulado dos últimos 12 meses a 4,29%. O resultado afeta diretamente quem recebe salário, tem seguro-desemprego ou benefício pelo INSS, e serve como referência para reajuste de várias categorias durante o ano. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentou os dados nesta sexta-feira (9). Em agosto, esse acumulado era de 3,98%.

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O índice é calculado com base em preços coletados em dez capitais e suas regiões, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, além de outras seis localidades, entre elas Brasília e Goiânia.

O que o INPC de setembro significa para o seu salário

O INPC acumulado nos últimos 12 meses é usado como referência para reajuste salarial de diversas categorias ao longo do ano. Setembro faz parte desse cálculo.

No caso do salário mínimo, o mês que define o reajuste é novembro. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios pagos acima do mínimo são corrigidos com base no resultado acumulado até dezembro.

O salário mínimo vigente é de R$ 1.621.

Em setembro, os alimentos avançaram 0,80% pelo índice. Os itens não alimentícios registraram alta de 0,83%.

O que separa INPC e IPCA

A diferença entre os dois índices explica por que o INPC é mais sensível ao custo de vida de trabalhadores de menor renda.

O IBGE também apresentou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice que mede a inflação para toda a população. O resultado foi igualmente de 0,82% em setembro, com acumulado de 4,58% em 12 meses, acima dos 4,29% do INPC.

Os dois índices se separam pelo perfil de renda pesquisado. O INPC acompanha lares com ganhos entre 1 e 5 salários mínimos. O IPCA vai até 40 salários.

Por isso, alimentos respondem por aproximadamente 25% da cesta do INPC. No IPCA, esse peso fica próximo a 21%.

Quem tem renda menor destina uma fatia proporcionalmente maior do orçamento à alimentação. Já passagens aéreas exercem peso menor no INPC em relação ao IPCA.

O INPC acompanha 367 itens ao todo, quantidade menor do que a monitorada pelo IPCA.

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