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TJMG obriga INSS a pagar professora que perdeu a voz dando aula por 34 anos

Disfonia crônica causada em sala de aula garante auxílio-acidente a docente de Bambuí após decisão judicial

2 min de leitura
Professora dá aula em sala de aula — caso de auxílio-acidente por disfonia em MG
Foto: Katerina Holmes/Pexels

Uma professora de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais, vai receber auxílio-acidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depois de perder a voz dando aulas por 34 anos. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou o pagamento retroativo do benefício, que havia sido negado na primeira instância. 

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A causa foi a disfonia crônica, uma rouquidão permanente causada pelo uso intenso da voz. Um perito médico confirmou, no processo, que o problema teve origem no trabalho em sala de aula e que, para fins previdenciários, equivale a um acidente de trabalho.

O INSS se recusava a pagar porque a professora não estava totalmente incapacitada e já havia sido transferida para a secretaria da escola.

Por que o auxílio-acidente foi reconhecido

O desembargador Antônio Bispo, relator do caso, rejeitou o argumento do INSS. O benefício existe para compensar quem perdeu capacidade na função original, mesmo que ainda consiga exercer outra atividade. 

Para o colegiado, o próprio remanejamento para a secretaria já prova que a professora não tem mais condições de dar aulas.

O pagamento deverá ser feito a partir do dia seguinte ao encerramento do auxílio-doença que a professora já recebia. Os valores atrasados serão corrigidos com juros e atualização monetária.

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