Economia Geral

Compras no exterior mais baratas? Banco Central traça plano para levar o Pix a outros países

Relatório prevê acordos com países específicos e entrada em redes multilaterais, com expectativa de tarifas mais baixas no exterior

2 min de leitura
Tela de celular exibindo a Central Pix com opções de pagamento, incluindo Fazer um Pix e Ler QR Code, ilustrando a expansão do Pix internacional
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) divulgou na segunda-feira (10) uma agenda que prevê conectar o Pix a sistemas de pagamento de outros países, com a expectativa de reduzir as tarifas cobradas em compras no exterior.

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O Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 traça dois caminhos para isso. O primeiro é fechar acordos diretos com países específicos. O segundo é entrar em plataformas que já reúnem vários sistemas de pagamento instantâneo ao mesmo tempo, os chamados hubs multilaterais. Nos dois casos, a ideia é que o dinheiro chegue ao destino em segundos, já convertido para a moeda local.

Em 2023, a primeira edição do relatório mencionava a integração internacional sem detalhar caminhos. Desta vez, o BC avança com rotas definidas.

O BC já mantém contato com 65 autoridades financeiras estrangeiras por meio de acordos de troca de informações sobre o Pix, entre elas reguladores de Canadá, Alemanha, África do Sul e Turquia. O documento aponta quatro ganhos esperados com a expansão: tarifas mais baixas, transações mais rápidas, mais acesso e mais transparência nas operações entre países.

O que mais está na agenda do BC 

O relatório também registra que modelos de uso do Pix já operados por empresas brasileiras e estrangeiras estão sendo acompanhados pelo BC, sem identificar as companhias. Saiba em quais países o Pix internacional já funciona.

A plataforma fechou 2025 com volume financeiro acima de R$ 35 trilhões, resultado de quase 80 bilhões de operações realizadas no ano, 25,7% a mais do que em 2024. Foram 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas usando o sistema ao longo do período.

A agenda prevê ainda dois outros recursos. O Pix offline permitiria pagamentos por aproximação com o celular, sem precisar de internet. Já o Pix automático é descrito no documento como alternativa ao débito direto bancário, para cobranças recorrentes.

O BC não definiu prazos para nenhuma das implementações.

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