Uma mulher de 26 anos foi presa nesta terça-feira (18), em Belo Horizonte, suspeita de usar falsas vagas de emprego para coletar dados pessoais e biometria facial de candidatos e repassá-los a uma organização criminosa, segundo a Polícia Militar (PM).
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As ofertas incluíam salários elevados e benefícios. Contatadas por telefone, as pessoas compareciam aos espaços alugados pela suspeita, onde participavam de supostas entrevistas e preenchiam formulários com informações pessoais.
Golpe de falsa vaga de emprego era operado com identidades falsas
Segundo a PM, a suspeita usava identidades falsas para alugar espaços de coworking no bairro Glória, Região Noroeste da capital, enquanto se passava por gestora de processos seletivos de diferentes empresas.
A armadilha foi identificada pelo dono do espaço na Rua Eugênia Neri, que percebeu falhas nos documentos e acionou a polícia. De acordo com o coworking, a suspeita teria desembolsado R$ 300 por seis horas, sem revelar o nome da empresa para a qual supostamente recrutaria.
Ao analisar os documentos recolhidos, a PM verificou que fotografias idênticas apareciam em CNHs com nomes completamente diferentes. No momento da abordagem, segundo os policiais, ela se identificou com outro nome e não portava nenhum documento.
Entre os itens apreendidos estavam um computador, dois celulares, um cartão bancário, formulários de avaliação profissional e um caderno com anotações contendo dados de diversas pessoas.
Banco barrou três tentativas de fraude com dados de candidata
Ao menos seis pessoas foram ouvidas pela PM como possíveis vítimas. Uma delas relatou aos policiais que esteve no local no dia 17 de agosto, véspera da prisão.
Segundo ela, a entrevistadora levou mais de uma hora insistindo para capturar a biometria facial dela. Ainda de acordo com o relato, poucos minutos depois de sair, o banco ligou para alertá-la sobre uma tentativa de financiamento de carro em Curitiba feita em seu nome. A instituição bloqueou as três operações antes que qualquer transação fosse concluída.
A presa foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil com o material recolhido. A PM investiga se outras pessoas participaram do esquema.