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Operação prende suspeitos de agiotagem e tortura em MG

Operação Gargantua identificou ao menos 30 vítimas de um esquema de empréstimos com juros abusivos cobrados sob violência

2 min de leitura
Itens apreendidos em operação contra agiotagem e tortura em MG.
Fonte: Reprodução

Uma investigação sobre agiotagem e tortura em MG resultou na prisão de 10 pessoas nesta quinta-feira (20), em uma ação da Polícia Civil batizada de Operação Gargantua. O grupo é investigado por agiotagem, extorsão, tortura, posse e porte ilegal de arma de fogo, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Um suspeito segue foragido.

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A ação, conduzida pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), ocorreu em cidades como Belo Horizonte, São José da Lapa, Vespasiano, Contagem e Capitólio. Ao todo, cerca de R$ 22 milhões em bens dos investigados foram bloqueados pela Justiça.

Como funcionava o esquema de agiotagem e tortura em MG

Segundo a Polícia Civil, o grupo oferecia empréstimos diretamente à população, indo de porta em porta e distribuindo cartões de visita para divulgar o serviço. Depois de conceder o dinheiro, os suspeitos cobravam juros muito acima do permitido por lei e, de acordo com a investigação, recorriam a ameaças e violência física para receber os valores das vítimas.

Ainda segundo a apuração, os investigados costumavam usar documentos de parentes das vítimas para reforçar as ameaças durante a cobrança das dívidas. Também foram encontrados com o grupo máscaras e roupas parecidas com uniformes do Exército, usadas durante as abordagens para intimidar quem devia dinheiro. Até o momento, a polícia já identificou 30 pessoas atingidas pelo esquema.

O que foi apreendido na operação?

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam R$ 170 mil em espécie, joias, relógios, três armas de fogo, 90 munições, um contador de notas e um caderno com anotações sobre os nomes das vítimas e os valores das dívidas cobradas.

O caso mineiro segue um padrão que a Polícia Civil já vem enfrentando em diferentes regiões do estado. Só nos últimos meses, operações como a Ágio, no Norte de Minas, e a Bola de Neve, na Grande BH, também miraram grupos suspeitos de usar violência e ameaças para cobrar dívidas de empréstimos informais, o que mostra a dimensão desse tipo de crime em Minas Gerais.

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