Economia Geral

Bandeira amarela segue na conta de luz em setembro; entenda por que

É o quinto mês seguido com cobrança extra, resultado do período seco no país.

3 min de leitura
Luz amarela, pouco ideal durante período de bandeira amarela.
Foto: Banco de Imagens/Canva

Na última sexta-feira (28/08) a Aneel confirmou a manutenção da bandeira amarela para o mês de setembro, seguindo o uso da bandeira pelo quinto mês. A bandeira indica um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.

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Isso vale para quase todos consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e a situação segue a mesma desde maio, sendo que setembro é o quito mês em que a bandeira amarela segue ativa.

O motivo por trás disso é o período seco, típico do segundo semestre nas bacias hidrográficas do país. Ou seja, isso reduz o nível de reservatórios das hidrelétricas, a principal forma de produção de energia no Brasil. Por conta do nível reduzido, é preciso acionar termelétricas, que possuem custo de geração maior.

Esse custo é repassado ao consumidor por via da bandeira tarifária. Vale lembrar que a bandeira amarela é de menor preocupação, vindo após a bandeira verde. Caso necessário, existem bandeiras vermelhas, de patamar 1 e 2.

Nesse caso, a geração de energia é mais custosa e possuem acréscimos muito maiores na fatura. O nível mais sério é a bandeira de escassez hídrica, que indica uma crise severa.

O que fazer para reduzir consumo de energia em casa

A Aneel reforça a importância de hábitos conscientes de consumo durante a aplicação da bandeira amarela. Alguns hábitos são relativamente simples de seguir.

Práticas básicas como evitar o uso de aparelhos que consomem muita energia ao mesmo tempo já ajudam a segurar as pontas na conta de energia. Coisas como chuveiro elétrico, ferro de passar e ar-condicionado consomem níveis excepcionais de energia, e devem ser evitados principalmente no chamado horário de pico, entre as 18 e 21h.

Além disso, desligar equipamentos em stand-by, como televisões e carregadores, também reduz o consumo, já que esses continuam gastando energia mesmo desligados.

Outra indicação é não usar lâmpadas comuns e preferir sempre os modelos de LED, que é uma alternativa de economia real ao longo dos meses, já que consomem muito menos energia para gerar a mesma quantidade de luz.

Fora isso, vale ficar de olho em possíveis vazamentos de energia em equipamentos antigos. Chuveiros elétricos costumam a ser os principais vilões nesse sentido quando não recebem manutenção adequada.

Com essa bandeira valendo pelo quinto mês seguido, esses cuidados podem fazer grande diferença no fim do mês. Vale notar que esse período não é o pior dos anos recentes, em 2021 houve uma crise hídrica severa, sendo considerada a pior do século.

Durante aquele ano, a escassez de chuvas levou a Aneel a criar a bandeira extra, a batizada como ‘escassez hídrica’. Ela cobra um valor extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh, quase oito vezes maior que o acréscimo da bandeira amarela. Essa medida chegou a gerar um pedido de racionamento para evitar o colpaso do sistema elétrico brasileiro.

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