O preço do botijão de gás em Belo Horizonte voltou a subir. Uma pesquisa do MercadoMineiro, realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, mostra que o valor médio do botijão de 13 kg com entrega chegou a R$ 130,01 na capital mineira e na Região Metropolitana, alta de 1,07% em relação a agosto.
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No mês passado, o mesmo botijão custava, em média, R$ 128,63. A diferença de R$ 1,38 pode até parecer pequena isoladamente, mas se soma a uma sequência de reajustes que vêm pressionando o orçamento das famílias que dependem do produto para cozinhar em casa.
Quanto custa o botijão de gás em Belo Horizonte
Apesar da média em torno de R$ 130, o valor pago pelo consumidor varia bastante dependendo de onde o botijão é comprado.
Na pesquisa, o preço do gás de cozinha em BH com entrega em domicílio variou entre R$ 115 e R$ 159, uma diferença de R$ 44 entre o estabelecimento mais barato e o mais caro da região.
Essa distância no preço reforça a importância de comparar valores antes de fechar a compra, já que dois consumidores podem pagar quantias bem diferentes pelo mesmo produto, dependendo apenas de qual revenda escolheram.
Em setembro, essa variação chegou a 38,26% entre os estabelecimentos pesquisados, um percentual considerado alto para um item de consumo tão recorrente nas casas brasileiras.
Preço também muda de acordo com a região
Além do estabelecimento escolhido, a região onde o consumidor mora também influencia diretamente o valor final do botijão.
Entre as áreas pesquisadas, o menor preço médio foi registrado em Venda Nova, onde o gás entregue custa R$ 120, o mais barato entre todas as regiões avaliadas pelo levantamento.
Já a Região Oeste teve a maior média, de R$ 133,40. Essa diferença de R$ 13,40 por botijão pode parecer pequena em uma única compra, mas se multiplica ao longo do ano: para quem compra um botijão por mês, a diferença pode chegar a R$ 160,80 a mais em 12 meses, apenas por causa da região onde mora.
Retirar o botijão pode sair mais barato
Uma forma simples de economizar é buscar o botijão diretamente na revenda, em vez de pedir a entrega em casa. Segundo a pesquisa, o preço médio do botijão de 13 kg retirado na portaria ficou em R$ 114,75, valor bem abaixo da média de R$ 130,01 registrada na modalidade com entrega.
Essa diferença de mais de R$ 15 reflete o custo extra que as revendas embutem no valor final para cobrir despesas com transporte e mão de obra dos entregadores.
O levantamento também identificou grande variação nos preços do cilindro de 45 kg, usado principalmente em estabelecimentos comerciais: com entrega, os valores ficaram entre R$ 420 e R$ 680.
Por que o preço do gás de cozinha em BH subiu
Um dos principais fatores por trás da alta recente é o reajuste salarial anual dos funcionários das empresas responsáveis por engarrafar e distribuir o gás, anunciado em 1º de setembro.
Esse aumento de custo operacional tende a ser repassado, ao menos em parte, para o valor final cobrado do consumidor nas revendas.
Outros elementos também pesam na formação do preço, como o custo do transporte, o valor da entrega em domicílio e o nível de concorrência entre os estabelecimentos de cada região.
Some-se a isso o cenário mais amplo de preços de combustíveis no país, já que o gás liquefeito de petróleo segue uma política própria de reajuste pela Petrobras, influenciada por fatores como a cotação do petróleo no mercado internacional e a variação do dólar.
Como é formado o preço do gás de cozinha
O valor final pago pelo consumidor no botijão de gás passa por diferentes etapas até chegar até a casa das pessoas. Depois de refinado, o GLP é vendido pela Petrobras às distribuidoras, que aplicam seus próprios custos, tributos e margens antes de repassar o produto às revendas locais.
É justamente nessa última etapa, entre a distribuidora e a revenda, que entram fatores como transporte, logística de entrega e a margem de cada estabelecimento, o que explica por que o preço do gás de cozinha em BH pode variar tanto de um bairro para o outro, mesmo vindo da mesma origem industrial.