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Piores coberturas vacinais do Brasil: 4 cidades de MG aparecem em levantamento

Quatro municípios de Minas Gerais aparecem entre as cidades com as piores coberturas vacinais contra o sarampo no Brasil; veja os índices registrados.

5 min de leitura
Pessoa sendo vacinada, representando as piores coberturas vacinais do Brasil.
Foto: Banco de Imagens/Canva

Minas Gerais aparece entre os estados com municípios que registraram as piores coberturas vacinais do Brasil contra o sarampo no primeiro semestre de 2026.

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Um levantamento da plataforma ImpulsoGov identificou as 20 cidades brasileiras com os menores índices de vacinação contra a doença, com municípios que ficaram muito abaixo da meta nacional de 95%.

Os dados consideram o período de janeiro a junho de 2026 e mostram a cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Segundo o levantamento, Minas Gerais aparece com quatro municípios entre os 20 menores índices do país.

Quais cidades de Minas Gerais aparecem entre as piores coberturas

Entre os municípios mineiros listados no levantamento estão Amparo do Serra, Pratápolis, Rio Doce e Biquinhas. As coberturas registradas para a primeira dose da vacina tríplice viral variaram de 18% a 29%, percentual bastante inferior à meta de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Amparo do Serra registrou 18% de cobertura, enquanto Pratápolis ficou em 24%.

Em Rio Doce, o índice foi de 25%, e Biquinhas apresentou 29%. Os números colocam as quatro cidades entre os municípios com menores índices do país no período analisado.

Município de MGCobertura da 1ª dose
Amparo do Serra18%
Pratápolis24%
Rio Doce25%
Biquinhas29%

A lista nacional também apresenta Palmópolis, em Minas Gerais, com 29%. No entanto, a própria reportagem informa que o estado possui quatro municípios entre os 20 primeiros e, ao mesmo tempo, inclui Palmópolis na relação detalhada.

Meta de vacinação contra o sarampo é de 95%

O Programa Nacional de Imunizações estabelece como referência uma cobertura de 95% para a vacinação contra o sarampo. O percentual é utilizado para acompanhar a proteção da população-alvo e reduzir as condições para a circulação do vírus.

Os dados de 2025 mostram que o Brasil alcançou cobertura de 92,9% para a primeira dose da vacina tríplice viral e de 78,3% para a segunda dose. No mesmo período, apenas 64,56% dos municípios brasileiros atingiram a meta de 95% para a primeira dose.

Nos quatro municípios mineiros destacados no levantamento, os índices ficaram ainda mais distantes desse parâmetro. A menor cobertura foi registrada em Amparo do Serra, com 18%, enquanto Biquinhas apresentou o maior percentual entre as cidades mineiras citadas, com 29%.

Como funciona a vacinação contra o sarampo

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Na rotina do SUS, a primeira dose é indicada para crianças aos 12 meses de idade, enquanto a segunda deve ser aplicada aos 15 meses, por meio da vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.

A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde também orienta adolescentes e adultos que não foram vacinados ou estão com o esquema incompleto a procurar os serviços de saúde para verificar a necessidade de iniciar ou completar a vacinação, conforme a idade e o histórico vacinal.

Segunda dose também apresenta baixa cobertura em municípios brasileiros

O levantamento da ImpulsoGov mostra que o problema não se limita à primeira dose. Entre os municípios com as menores coberturas do país, os índices da segunda dose ficaram entre 1% e 18%.

A primeira dose é indicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Por isso, a análise dos dois indicadores permite observar se as crianças estão avançando no esquema recomendado de vacinação.

Os dados utilizados no levantamento têm como referência o município de residência da criança, independentemente do local onde a vacina foi aplicada.

Essa característica é importante para a interpretação dos números, já que uma dose registrada em uma cidade pode ter sido aplicada em uma unidade de saúde localizada em outro município.

Baixa vacinação aumenta o risco de reintrodução do sarampo

O sarampo é uma doença altamente transmissível, e a vacinação é considerada pelo Ministério da Saúde a principal medida de prevenção e controle. A manutenção de coberturas elevadas ajuda a reduzir a circulação do vírus e o risco de ocorrência de surtos.

O cenário ganhou atenção em 2026 após a confirmação de casos da doença no estado de São Paulo. Em julho, o Ministério da Saúde informou a ocorrência de casos relacionados à importação do vírus e ampliou as recomendações de vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A pasta também mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a reintrodução e a disseminação do vírus no país. Em nota técnica publicada em setembro de 2026, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de intensificar a identificação de casos suspeitos diante do cenário epidemiológico nacional e internacional.

Vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente no SUS

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades públicas de saúde. Para a população que está dentro da faixa etária de rotina, o Ministério da Saúde recomenda verificar a situação da caderneta e procurar uma unidade de saúde caso haja doses pendentes.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a vacina tetraviral acrescenta a proteção contra a varicela ao esquema de vacinação.

O levantamento da ImpulsoGov evidencia a diferença entre os índices registrados em diferentes municípios brasileiros.

Em Minas Gerais, as cidades destacadas apresentaram coberturas entre 18% e 29% para a primeira dose, muito abaixo da meta de 95% utilizada pelo Programa Nacional de Imunizações.

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