Política Geral

Preparação das urnas em BH marca a reta final de 2026

Trabalho começou nesta segunda-feira (21) e envolve 831 equipamentos distribuídos em três zonas eleitorais da capital mineira.

4 min de leitura
Pessoa votando em urnas em BH, meramente ilustrativo.
Foto: Academia de Justiça Eleitoral

A preparação das urnas em BH começou nesta segunda-feira (21), marcando uma das etapas finais dos preparativos para o primeiro turno das eleições de 2026.

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Ao todo, 831 urnas eletrônicas estão sendo configuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, distribuídas entre três zonas eleitorais da capital.

O que envolve a preparação das urnas em BH

O trabalho é feito por servidores da Justiça Eleitoral e consiste em instalar o sistema oficial em cada equipamento, carregar os dados dos candidatos e dos eleitores de cada zona e inserir a mídia onde ficam gravados os resultados da votação.

Depois da instalação, as urnas passam por uma série de testes para verificar o funcionamento das teclas, do áudio, do vídeo e do terminal usado pelos mesários no dia da eleição.

A impressora de cada urna também é testada, já que é ela a responsável por emitir a chamada zerésima, documento que comprova que a urna está zerada antes do início da votação, além do boletim de urna, que mostra o resultado da apuração ao final do dia.

Só depois de todas essas etapas concluídas os equipamentos recebem os lacres de segurança que garantem que ninguém consiga violá-los até o momento da votação.

Quem pode acompanhar o processo

Representantes de partidos, coligações e outras entidades fiscalizadoras habilitadas têm direito a acompanhar todas as etapas da preparação das urnas, verificando de perto a instalação dos sistemas e os testes realizados em cada equipamento.

Essa fiscalização faz parte do conjunto de mecanismos de segurança e transparência adotados pela Justiça Eleitoral em todas as etapas que envolvem as urnas eletrônicas.

Esse tipo de acompanhamento não é exclusividade de Belo Horizonte: o mesmo processo está sendo realizado simultaneamente em zonas eleitorais de todo o Brasil, cada uma responsável pela carga e pelos testes dos equipamentos sob sua própria responsabilidade.

Contexto nacional da preparação das urnas

O trabalho em Belo Horizonte acontece dentro de um cronograma nacional conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Para as eleições de 2026, o país deve usar cerca de 560 mil urnas eletrônicas, um número maior do que o utilizado em 2022, quando foram cerca de 471 mil equipamentos, reflexo do crescimento do eleitorado brasileiro, que hoje soma mais de 158 milhões de pessoas aptas a votar.

Antes de chegar às zonas eleitorais, os programas usados nas urnas passam por meses de auditorias e testes públicos na sede do TSE, em Brasília, sendo depois compilados, assinados digitalmente e lacrados.

As chaves de segurança desse processo seguem, em mídias criptografadas, para todos os tribunais regionais eleitorais do país, incluindo o TRE-MG, responsável pela etapa que agora começa em Belo Horizonte.

Outros prazos importantes do calendário eleitoral

Além da preparação das urnas, o calendário da Justiça Eleitoral para 2026 já passou por etapas como o prazo para substituição de candidatos, encerrado em 14 de setembro, e segue com novos marcos nas próximas semanas. Até o dia 29 de setembro, partidos e coligações devem informar os nomes das pessoas autorizadas a emitir credenciais para fiscais e delegados que vão atuar durante a votação e a apuração.

A partir dessa mesma data, cinco dias antes do primeiro turno, nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, salvo exceções previstas em lei, regra que busca garantir que ninguém seja impedido de votar por motivos indevidos no período que antecede a eleição.

O que o eleitor de BH deve fazer agora

Enquanto a Justiça Eleitoral conclui a preparação das urnas, a recomendação para quem vai votar em Belo Horizonte é conferir com antecedência o local de votação, disponível no aplicativo e-Título e no site do TSE.

Verificar esses dados antes do dia da eleição ajuda a evitar imprevistos e filas desnecessárias, já que o eleitor já chega ao local certo, sem precisar se deslocar entre diferentes seções eleitorais no dia da votação.

Vale lembrar ainda que, depois de lacradas, as urnas ficam guardadas sob custódia da Justiça Eleitoral até o dia da votação, quando são levadas às seções eleitorais espalhadas pela cidade.

Esse cuidado com o transporte e o armazenamento também integra o conjunto de medidas de segurança que envolve todo o processo eleitoral, desde a fabricação do software até o momento em que o eleitor confirma o próprio voto na tela do equipamento.

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