Um abalo sísmico foi registrado na cidade de Rubim, no Vale do Jequitinhonha, na noite de segunda-feira, 17 de agosto. O tremor teve magnitude de 1,7 na escala Richter e foi sentido por moradores da região por volta das 18h27, no horário de Brasília.
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O evento foi confirmado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que integra a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Segundo os dados divulgados, o abalo sísmico foi registrado em uma profundidade de 0 quilômetro, o que indica um sismo raso, ocorrido possivelmente entre 0 e 10 quilômetros de profundidade.
A localização exata pode apresentar pequenas variações, já que diferentes órgãos de monitoramento costumam divergir em poucos metros na hora de calcular o epicentro.
Não houve registro de feridos ou de danos em construções na cidade, que tem pouco mais de 10 mil habitantes. Ainda assim, moradores relataram susto com o barulho provocado pelo tremor, que foi sentido dentro de residências no momento em que ocorreu.
Abalo sísmico não é motivo de alarde, segundo especialistas
Tremores de terra de pequena magnitude, como o registrado em Rubim, são considerados comuns em Minas Gerais. O estado concentra o maior número de abalos sísmicos do país, resultado das pressões geológicas que atuam na crosta terrestre ao longo de diferentes regiões mineiras.
Na maior parte dos casos, esses eventos não representam risco para a população nem para as construções, já que a energia liberada é muito baixa. Tremores com magnitude abaixo de 2 na escala Richter costumam ser percebidos apenas por quem está bem próximo do epicentro, geralmente como um breve estrondo ou vibração.
Rubim já havia registrado outro episódio semelhante no passado. Em 2023, um tremor de 3,4 graus assustou moradores da cidade, com intensidade maior do que a observada no evento mais recente.
Como funciona o monitoramento de tremores em Minas Gerais
O monitoramento de abalos sísmicos no Brasil é feito principalmente pela Rede Sismográfica Brasileira, formada por estações espalhadas pelo país e coordenadas pelo Centro de Sismologia da USP.
Além dela, empresas de mineração também mantêm redes próprias de monitoramento em regiões onde a atividade sísmica pode estar relacionada a operações de mineração ou a movimentações naturais do subsolo.
Minas Gerais concentra um número expressivo de estações de monitoramento justamente por registrar a maior quantidade de tremores do país. Cidades como Divinópolis, Frutal e outras localidades do Quadrilátero Ferrífero já tiveram sequências de abalos sísmicos identificados pelas redes de sismologia em anos anteriores, a maioria também de baixa magnitude e sem consequências para a população.
Quando um abalo sísmico é confirmado, os dados costumam incluir horário, magnitude, profundidade estimada e coordenadas geográficas do epicentro. Essas informações ajudam pesquisadores a acompanhar o comportamento geológico das regiões monitoradas e a identificar áreas com maior recorrência de atividade sísmica ao longo do tempo.
Vale do Jequitinhonha tem histórico de pequenos tremores
O Vale do Jequitinhonha, região onde fica Rubim, já registrou outros episódios de atividade sísmica de baixa intensidade nos últimos anos, seguindo um padrão observado em diferentes pontos do interior de Minas Gerais. A maioria desses eventos passa despercebida pela população, sendo detectada apenas pelos equipamentos das redes de monitoramento.
O abalo sísmico registrado em Rubim nesta semana integra o conjunto de ocorrências acompanhadas pela USP em todo o território mineiro, que segue sendo o estado brasileiro com maior número de registros desse tipo de evento geológico.