Sete linhas de ônibus da Expresso Gardenia que ligam Minas Gerais a São Paulo estão suspensas desde esta quarta-feira (12). A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) emitiu uma medida cautelar após identificar irregularidades na frota da empresa.
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As rotas bloqueadas partem de quatro municípios mineiros:
- Belo Horizonte (MG) a Campinas (SP)
- Cássia (MG) a Ribeirão Preto (SP)
- Itajubá (MG) a Campinas (SP)
- Itajubá (MG) a Pindamonhangaba (SP), com parada em Aparecida
- Itajubá (MG) a Pindamonhangaba (SP)
- Itajubá (MG) a Ribeirão Preto (SP)
- Ouro Fino (MG) a São Paulo (SP)
O que levou à suspensão das linhas da Expresso Gardenia
Segundo a ANTT, o bloqueio está vinculado a falhas nos critérios de segurança e no estado de conservação dos veículos.
Para voltar a operar, a Expresso Gardenia terá de apresentar, de acordo com a decisão, comprovantes da regularização da frota, relatórios de inspeção assinados por oficinas credenciadas e evidências de que os ônibus atendem às normas de segurança. Caso contrário, as linhas só serão liberadas após a conclusão do processo administrativo aberto pela ANTT contra a transportadora.
O órgão pode ainda exigir vistoria técnica própria antes de autorizar o retorno das operações.
A decisão leva o número Sufis nº 6, identificação interna usada pela ANTT para registrar atos de fiscalização. Foi assinada em 4 de agosto de 2026 pelo superintendente Hugo Leonardo Cunha Rodrigues e passou a valer com a publicação no Diário Oficial desta quarta.
Direitos de quem tem passagem comprada
De acordo com a cautelar, quem adquiriu bilhetes para qualquer uma das rotas suspensas pode exigir o dinheiro de volta ou pedir que a Expresso Gardenia cubra o custo de uma passagem equivalente em outra transportadora habilitada pela ANTT.
Se a empresa descumprir a decisão, fica sujeita a multa. O caso foi encaminhado à Supas, setor que fiscaliza o transporte rodoviário de passageiros, para atualizar o cadastro da empresa.