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Coca-Cola está dando prejuízos para supermercados de Uberaba

Consumidores retiram embalagens promocionais sem comprar o produto; setor aguarda posição da fabricante sobre como lidar com os prejuízos

2 min de leitura
Campanha promocional da Coca-Cola para a Copa do Mundo 2026 está gerando prejuízo para setor de Supermercados | Foto : Divulgação

A campanha promocional da Coca-Cola em parceria com a Panini, que distribui figurinhas da Copa do Mundo de 2026 nas embalagens de seus produtos, já preocupa supermercadistas de Uberaba. Alguns estabelecimentos da cidade registraram casos de violação de rótulos e adotaram avisos e monitoramento por câmeras para coibir a prática dos consumidores retirar as embalagens sem efetuar a compra.

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Prejuízo recai sobre o varejista

A presidente da Associação dos Supermercados de Uberaba (Assuper), Juliane Foscarini, afirma que a campanha promocional da Coca-Cola chegou à cidade há cerca de duas semanas. Segundo ela, grandes estabelecimentos já registraram ocorrências semelhantes às noticiadas em outras regiões do país.


O impacto financeiro é direto para o varejista, pois uma embalagem violada dificilmente volta a ser comercializada e se torna prejuízo financeiro para o supermercado. “Se ele viola uma embalagem dessas, o produto acaba se tornando uma perda para o supermercado. Consequentemente, esse prejuízo entra no custo da operação e acaba refletindo em outros produtos”, relatou Juliane para o JM Online.

Setor cobra posição da Coca-Cola

Um dos principais pontos de tensão entre os supermercadistas é a ausência de uma definição clara da fabricante sobre como lidar com os prejuízos gerados pela campanha promocional da Coca-Cola. Segundo Juliane, a empresa não realiza a troca de produtos com embalagens danificadas. “Se ela criou a promoção, precisa também pensar nas consequências que ela pode gerar para os comerciantes”, afirma a representante da Assuper.


Em nota divulgada anteriormente, a Coca-Cola Brasil informou que a retirada dos rótulos promocionais sem a compra do produto está em desacordo com o regulamento da campanha e que os pontos de venda têm autonomia para adotar medidas de controle conforme suas políticas internas.


O setor aguarda os próximos desdobramentos e possíveis orientações da fabricante. A expectativa é avaliar o impacto real ao fim da Copa do Mundo, quando será possível mensurar as perdas registradas pelos estabelecimentos.

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