Uma megaoperação contra o crime organizado em Juiz de Fora resultou na prisão de oito pessoas nesta quarta-feira, 16 de setembro.
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A ação, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais, mobilizou mais de 80 policiais para cumprir mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Criminal da cidade.
A operação faz parte de uma mobilização nacional batizada de Força Integrada IV, realizada simultaneamente em 19 estados brasileiros contra o tráfico de drogas, o tráfico de armas, a lavagem de dinheiro e organizações criminosas violentas.
O que aconteceu em Juiz de Fora
Na cidade, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, além de oito medidas voltadas à transferência de presos já investigados. As equipes também executaram outras diligências investigativas ao longo do dia.
Entre os resultados parciais da ação em Juiz de Fora estão a apreensão de pacotes contendo entorpecentes e diversos aparelhos celulares, que agora devem passar por perícia para reunir provas adicionais sobre a atuação do grupo investigado na região.
Como funciona a FICCO em Minas Gerais
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais foi criada com base no conceito de força-tarefa, reunindo diferentes instituições de segurança pública em uma atuação conjunta e coordenada.
O trabalho é liderado pela Polícia Federal, com participação da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Penal de Minas Gerais, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Esse modelo de integração busca justamente evitar que investigações fiquem isoladas dentro de cada corporação, permitindo o cruzamento de informações e um enfrentamento mais coordenado às facções que atuam em diferentes frentes criminosas, do tráfico de drogas à lavagem de dinheiro.
Resultados da Operação Força Integrada IV no país
Em todo o Brasil, a Operação Força Integrada IV cumpriu 173 mandados de busca e apreensão e 106 mandados de prisão, mobilizando 20 bases das FICCOs espalhadas por 19 estados. Entre os itens apreendidos ao longo do dia estão celulares, drones, drogas e dinheiro em espécie, usados como parte das investigações contra as organizações criminosas alvo da ação.
Decisões judiciais também determinaram o bloqueio, o sequestro e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões em bens vinculados aos investigados, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros.
A maior restrição patrimonial isolada da operação ocorreu em uma investigação sediada no Tocantins, batizada de Rota Araguaia II, voltada a um núcleo logístico e financeiro especializado no tráfico internacional de drogas, que teve bloqueio de até R$ 412,5 milhões autorizado pela Justiça.
Objetivo da megaoperação contra o crime organizado
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado foram criadas para fortalecer o enfrentamento às facções por meio da integração entre diferentes instituições de segurança pública, sem hierarquia entre os órgãos participantes.
Além das polícias Civil, Militar e Penal, a estrutura conta com a Guarda Municipal, a Polícia Rodoviária Federal e as secretarias estaduais de Segurança Pública, todas atuando de forma coordenada pela Polícia Federal.
Hoje, as FICCOs estão presentes em todos os estados do país, funcionando como uma rede permanente de cooperação voltada a ações como a realizada nesta quarta-feira.
A expectativa das autoridades de segurança é que operações simultâneas em várias regiões do país, como a Força Integrada IV, dificultem a reorganização das facções, já que o impacto financeiro e estrutural acontece ao mesmo tempo em diferentes estados onde os grupos investigados mantêm ramificações.