Economia Geral

Anvisa proíbe lote falsificado de botox após alerta da própria fabricante 

É o segundo caso de adulteração do Dysport em menos de um ano; o primeiro ocorreu em setembro de 2025

2 min de leitura
Frasco de Dysport, toxina botulínica, sendo segurado por mãos com luvas laranjas em ambiente clínico
Foto: Hannah Barata/Pexels

Um lote de Dysport, toxina botulínica injetável, foi declarado falso pela Anvisa e teve comercialização e uso suspensos. A própria fabricante, Beaufour Ipsen Farmacêutica, comunicou ao órgão que o produto com código P22686 nunca foi produzido por ela e que a embalagem não corresponde ao original.

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A medida saiu no Diário Oficial da União da quinta-feira (27), dia em que a agência também proibiu a venda de toda a linha de cosméticos da marca Bunny por falta de regularização sanitária.

Por que o Dysport atrai falsificadores

Cada frasco chega às farmácias por volta de R$ 1,9 mil e pode passar de R$ 3 mil, a depender do ponto de venda. Medicamentos com alto valor de revenda estão entre os principais alvos de falsificadores no Brasil, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

O Dysport, registrado no país desde 2009, tem uso além da estética facial: médicos o utilizam no controle de espasmos musculares, no tratamento de hiperidrose, em casos de incontinência urinária com causa neurológica e no manejo do tônus muscular elevado, inclusive em crianças com paralisia cerebral.

Segundo episódio em menos de um ano

O ‘botox’ da marca também foi alvo de adulteração em setembro de 2025, quando quatro lotes com embalagens e datas de fabricação diferentes do produto legítimo circularam no mercado. Um desses lotes apresentava erros de grafia no próprio rótulo. 

Quem fabrica, armazena ou coloca em circulação medicamento falsificado responde por crime previsto no Código Penal, com pena entre 10 e 15 anos de reclusão.

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