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Após anos de impasse, Mariana e mais 18 cidades aderem ao acordo do Rio Doce

Municípios vão receber juntos R$ 2,6 bilhões em reparação, pagos em 20 parcelas

2 min de leitura
Distrito de Bento Rodrigues destruído pela lama após rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015; município agora integra o Novo Acordo do Rio Doce
Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento da barragem de Fundão em 2015 | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Novo Acordo do Rio Doce ganhou mais 19 integrantes nesta quinta-feira (20). Mariana e mais 18 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo formalizaram a entrada no acordo firmado com Samarco, Vale e BHP após rodada de conciliação no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), conduzida a pedido do Coridoce, o Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce.

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O total sobe para 45 dos 49 municípios que podem aderir. Ouro Preto, Governador Valadares, Resplendor e Colatina, no Espírito Santo, seguem fora da negociação.

As 19 cidades vão receber juntas cerca de R$ 2,6 bilhões pela destruição causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015. O valor será pago em 20 parcelas. 

Novo Acordo do Rio Doce prevê pagamento em até 30 dias 

Cada nova cidade receberá o primeiro depósito dentro de 30 dias, desde que cumpridas as exigências do termo assinado e confirmado o prazo pela Justiça. Nesse primeiro repasse, será transferido o valor equivalente às três primeiras parcelas já pagas aos municípios da rodada anterior.

Em Minas Gerais, aderiram Aimorés, Alpercata, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Galileia, Ipaba, Itueta, Mariana, Naque, Periquito, São Domingos do Prata, São José do Goiabal e Tumiritinga. No Espírito Santo, entraram Aracruz, Baixo Guandu, Marilândia e Sooretama.

O acordo começou com 26 municípios em outubro de 2024 e foi validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro. Mariana resistia a entrar por manter uma ação na Justiça inglesa contra as empresas. Com a assinatura, o município deixa o processo em Londres e passa a receber R$ 1,2 bilhão da Vale e da BHP.

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