Regional Cidades

Ouro Preto rejeita acordo de reparação e decide manter processo bilionário na Inglaterra; entenda

Procuradoria calcula prejuízo de R$ 3,56 bilhões e cidade mantém processo contra a BHP na Justiça britânica

2 min de leitura
Vista aérea da barragem de Fundão com o Rio Doce e água barrenta em primeiro plano, em Mariana (MG)
Vista aérea da barragem de Fundão, em Mariana (MG) | Foto: William Roberto Ramalho de Miranda/Flickr

Ouro Preto ficou de fora do acordo de reparação que reuniu a maioria dos municípios atingidos pela barragem de Fundão e vai manter as ações judiciais que já tramitam na Justiça inglesa. A decisão foi anunciada em nota oficial e em vídeo publicado nas redes sociais da Prefeitura, um dia depois de Mariana confirmar sua adesão ao acordo.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

Ao todo, quatro municípios ainda estão fora entre os 49 atingidos pelo desastre, em 2015. Além de Ouro Preto, também rejeitaram o acordo Governador Valadares e Resplendor, em Minas Gerais, e Colatina, no Espírito Santo. Mariana, que confirmou adesão na quinta-feira (20), terá direito a R$ 2,4 bilhões, o dobro do valor previsto inicialmente.

Município calcula R$ 3,56 bi em perdas com desastre da barragem de Fundão

A Procuradoria-Geral do Município calculou os prejuízos em pelo menos R$ 3,56 bilhões, com dados reunidos até 14 de agosto. O cálculo inclui a arrecadação tributária perdida com a paralisação da mineração e os gastos que a cidade arcou com saúde, educação pública, assistência social, apoio psicossocial e mobilidade urbana. Esses custos adicionais somam, por si só, quase R$ 200 milhões.

O caso tem uma particularidade. A Samarco Mineração opera no Distrito de Antônio Pereira, dentro do território de Ouro Preto, mas o município foi o único entre os que sediavam operações da empresa a não integrar o acordo firmado em 2016, ficando de fora de todos os programas de reparação criados na sequência. 

Em nota, a Prefeitura afirma que a população ficou “à margem das ações socioeconômicas, ambientais e de saneamento executadas em outras localidades da bacia do Rio Doce” por quase uma década.

Cidade quer negociar, mas tem condições

Para retomar as negociações, o município estabeleceu três requisitos: recalcular o valor da indenização, garantir um repasse extra para serviços públicos e infraestrutura, e redirecionar para Ouro Preto os recursos de saneamento básico previstos no acordo de 2024, hoje destinados ao governo estadual.

Como nenhuma dessas condições foi atendida, a Prefeitura segue com duas frentes judiciais. Na Inglaterra, o processo tem como alvo a BHP, mineradora controladora da Samarco. No Brasil, corre uma Ação Civil Pública.

Conteudos relacionados

Retroescavadeira realiza demolição de casas em Juiz de Fora no bairro São Bernardo após chuvas de fevereiro

Cidades

Juiz de Fora inicia demolição de 22 imóveis após tragédia das chuvas

Veterinário aplica vacinação contra a raiva em cão de pequeno porte em consultório

Cidades

BH faz mutirão de vacinação contra a raiva neste sábado; veja 250 pontos

Pessoa tomando vacina, representando o dia D de vacinação em BH.

Cidades

Dia D de vacinação em BH tem 10 pontos neste sábado