A Prefeitura de Juiz de Fora promoveu, na última quinta-feira, 3 de setembro, uma oficina de capacitação voltada a instituições que compõem a Mesa da Cidadania e administram cozinhas comunitárias na cidade.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
O encontro reuniu representantes de 27 entidades sociais e teve como foco orientar as organizações sobre o Programa Cozinha Solidária, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A capacitação foi resultado de uma parceria entre a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), a Mesa da Cidadania e a organização ARCA.
O objetivo do encontro foi facilitar o acesso das entidades a políticas públicas voltadas à segurança alimentar em Minas Gerais.
Programa Cozinha Solidária nasceu durante enchentes em JF
A mobilização em torno do Programa Cozinha Solidária em Juiz de Fora começou ainda em fevereiro deste ano, durante o período de fortes chuvas que atingiram a cidade.
Naquele momento, a rede de cozinhas comunitárias chegou a produzir até 2.100 marmitas por dia para atender famílias afetadas pelas enchentes.
Depois da emergência, o trabalho passou a integrar uma rede permanente de apoio a grupos em situação de vulnerabilidade social no município.
Com a capacitação realizada nesta semana, as entidades comunitárias de Juiz de Fora ficam aptas a atualizar seus cadastros e captar insumos diretamente junto ao Governo Federal, o que amplia a capacidade das cozinhas populares de seguir atuando no combate à fome mesmo fora de situações emergenciais.
Cadastro dá acesso a recursos e combate ao desperdício
Durante o encontro, os participantes foram orientados sobre o credenciamento no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite às entidades acessar recursos federais destinados à compra de alimentos produzidos por agricultores familiares.
A meta central da iniciativa é integrar o setor produtivo e o poder público, criando mecanismos para reaproveitar alimentos ainda próprios para consumo e reduzir as perdas ao longo da cadeia de abastecimento.
O evento contou com a experiência do coordenador de Segurança Alimentar das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa), que apresentou o funcionamento do Prodal, o Banco de Alimentos da Ceasa criado em 2003 e usado como referência para estruturar iniciativas semelhantes em outras cidades.
As orientações técnicas da oficina ficaram a cargo de uma especialista em segurança alimentar e agricultura, com apoio de uma assistente social da equipe da Prefeitura.
Fortalecimento das cozinhas populares segue como prioridade
O Programa Cozinha Solidária busca estruturar e fortalecer cozinhas populares que já atuam no combate à fome dentro das comunidades de Juiz de Fora.
Ao integrar as organizações locais a essa rede nacional, a Prefeitura busca dar mais estabilidade a um trabalho que, até então, dependia principalmente de doações e mobilizações pontuais, especialmente em momentos de crise, como o vivido durante as enchentes de fevereiro.
A expectativa da administração municipal é que as 27 entidades capacitadas na oficina sirvam como multiplicadoras do conhecimento repassado, ajudando outras organizações da cidade a também se qualificarem para acessar os recursos e os programas federais voltados à segurança alimentar.