A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) confirmou a expansão da rede de gás em Uberlândia durante o encontro “Energia que Conecta”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no município.
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O projeto prevê a construção de 46 quilômetros de tubulações, com investimento de R$ 62 milhões, e tem como objetivo reduzir custos operacionais das indústrias e apoiar a transição energética na região.
O evento reuniu especialistas, lideranças do setor produtivo e representantes de cerca de 50 empresas da região, além de entidades de classe de cidades vizinhas, como Araguari.
A obra em Uberlândia é parte de um plano bem maior da Gasmig para o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba.
Como vai funcionar a rede de gás em Uberlândia
A nova malha vai atender diretamente os principais polos industriais de Uberlândia, levando o gás canalizado até as fábricas da região.
Com isso, as indústrias deixam de depender da compra e do armazenamento de combustíveis fósseis tradicionais, como óleo e GLP, passando a contar com fornecimento contínuo pela tubulação.
Segundo a Gasmig, essa mudança tende a trazer mais previsibilidade de custos para as empresas, já que o gás natural costuma ter preço mais estável do que outros combustíveis usados hoje na indústria.
Um plano de R$ 1 bilhão para todo o Triângulo Mineiro
O investimento em Uberlândia é apenas uma parte de um projeto regional muito maior. No total, a Gasmig planeja aplicar cerca de R$ 1 bilhão na construção de 400 quilômetros de malha distribuidora, que vai integrar também Uberaba, Araxá e Indianópolis. Segundo a companhia, essa rede isolada deve se tornar a maior estrutura desse tipo na América Latina.
A escolha do Triângulo Mineiro como prioridade tem relação direta com o peso econômico da região, que responde por cerca de 10% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, mas ainda não conta com infraestrutura própria de gasodutos.
A ideia da Gasmig é conectar essa área industrial e agroindustrial à rede de gás natural e, no futuro, também ao biometano produzido a partir de resíduos do agronegócio local.
Biometano deve reforçar a expansão da rede
Além do gás natural, a Gasmig já trabalha para incluir o biometano nesse plano de expansão. A empresa abriu chamadas públicas para contratar o combustível renovável, que pode ser produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, da pecuária, da avicultura, da suinocultura e do setor de laticínios, atividades bastante presentes no Triângulo Mineiro.
A expectativa da companhia é aproveitar a forte atividade agroindustrial da região para acelerar a produção de biometano e reduzir aos poucos a dependência de combustíveis fósseis nas indústrias atendidas pela nova rede.
Impacto esperado para Uberlândia e a região
Com a chegada da rede de gás em Uberlândia, a expectativa da Fiemg e da Gasmig é fortalecer a competitividade das indústrias locais, reduzindo custos operacionais e avançando na transição energética do Triângulo Mineiro.
Como o projeto faz parte de um plano regional mais amplo, o resultado em Uberlândia deve servir de referência para as próximas etapas da expansão, que ainda vão levar a rede de gás até Uberaba, Araxá e Indianópolis nos próximos anos.