O sistema anti-odor da Pampulha foi destruído em um ato de vandalismo, segundo a Copasa. O equipamento, avaliado em R$ 240 mil, fica às margens da lagoa, em Belo Horizonte, e o estrago só foi descoberto na terça-feira (8), durante uma inspeção de rotina.
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Parte da fiação sumiu e o restante da instalação foi avariado. A destruição foi suficiente para tirar o sistema completamente de operação.
Após registrar boletim de ocorrência, a companhia acionou a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Municipal. O local fica a poucos metros do Aeroporto da Pampulha, em uma estrutura técnica conhecida como caixa de manobras. A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, foi pessoalmente ao ponto avaliar os estragos.
“É um ato de vandalismo, de depredação de um investimento relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente que nós temos de odor na Lagoa da Pampulha”, disse Marília ao Metrópoles.
Como funciona o sistema anti-odor da Pampulha
A estrutura recebe, a cada segundo, cerca de 1.200 litros de esgoto captados na bacia da Lagoa da Pampulha e em trechos de Contagem. Todo esse volume segue para a Estação de Tratamento de Esgoto Onça.
O problema é que oscilações nesse fluxo favorecem a formação de gás sulfídrico, o responsável pelo mau cheiro que afeta a região. O equipamento retinha e neutralizava esses compostos antes que chegassem ao ar.
Conserto deve durar 30 dias e câmeras serão instaladas no local
A companhia confirmou que vai consertar o sistema, mas a extensão dos estragos exige mão de obra especializada. A estimativa é de que o serviço leve cerca de 30 dias para ser concluído.
Para tentar evitar novos episódios, câmeras de monitoramento serão instaladas no local.
O acordo foi firmado com a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de reduzir o odor gerado pela unidade de esgoto da região.