A campanha de vacinação antirrábica na zona rural de Araxá começou nesta segunda-feira, 31 de agosto, com quatro equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde percorrendo diferentes regiões do município. A ação acontece diretamente nas propriedades rurais e segue até 25 de setembro, quando está prevista a conclusão dessa etapa.
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Nos primeiros dias, as equipes passam por regiões como Miguelinho, Barra do Entrecosto, Fazenda Morro Alto e Córrego Fundo. O roteiro é atualizado diariamente conforme o andamento dos trabalhos, e a orientação é que os moradores acompanhem a divulgação das localidades atendidas a cada dia para não perder a passagem das equipes por sua região.
Durante a passagem das equipes pelas propriedades, os tutores não precisam apresentar nenhum documento para vacinar seus animais. O cartão de vacinação é preenchido e entregue no próprio momento da aplicação.
A recomendação é que o responsável pelo animal facilite a entrada nas fazendas, mantendo as porteiras abertas para o acesso dos profissionais, além de acompanhar o procedimento e fazer a contenção do cão ou gato durante a aplicação da dose.
Essa contenção feita pelo próprio tutor ajuda a evitar que o vacinador precise segurar o animal sozinho, reduzindo o risco de acidentes durante a aplicação. A orientação vale tanto para cães quanto para gatos, principais alvos da campanha na zona rural.
Por que a vacinação antirrábica é importante
A raiva é uma zoonose que afeta mamíferos e pode ser transmitida às pessoas principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras. A doença tem letalidade próxima de 100% depois do início dos sintomas, o que torna a prevenção a única estratégia realmente eficaz contra ela.
No ambiente rural, o risco fica ainda mais evidente, já que cães e gatos podem ter contato com morcegos e outros animais silvestres, criando uma possível ponte entre o ciclo selvagem da doença e as pessoas.
Entre 2010 e 2026, o Brasil registrou 54 casos de raiva humana, a maior parte deles ligada à transmissão por morcegos. O país não registra casos de raiva humana transmitida por cães desde 2015, resultado atribuído em boa parte às campanhas contínuas de vacinação antirrábica realizadas em todo o território nacional.
Vacinação antirrábica segue calendário em outras cidades de MG
Araxá não está sozinha nesse movimento. Diversos municípios mineiros também deram início, ao longo de agosto e início de setembro, à 39ª Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Animal 2026.
Em Uberlândia, a etapa rural já imunizou mais de 15 mil animais, superando a meta inicial estabelecida pela Secretaria de Saúde. A cidade também registrou, neste ano, oito casos positivos de raiva em morcegos, reforçando a importância de manter os animais domésticos vacinados.
Outros municípios, como Poços de Caldas, Patos de Minas e Botumirim, também organizaram cronogramas específicos para a zona rural neste período, geralmente com início nas propriedades mais afastadas antes de avançar para os bairros urbanos.
O modelo se repete porque as áreas rurais concentram maior contato entre animais domésticos e a fauna silvestre, principal fonte de transmissão do vírus atualmente no país.