{"id":1259,"date":"2026-06-08T12:00:00","date_gmt":"2026-06-08T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=1259"},"modified":"2026-06-08T11:19:47","modified_gmt":"2026-06-08T14:19:47","slug":"casarao-historico-demolido-em-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/casarao-historico-demolido-em-mg\/","title":{"rendered":"Casar\u00e3o hist\u00f3rico demolido em MG ter\u00e1 de ser reconstru\u00eddo ap\u00f3s multa de R$ 80 mil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Justi\u00e7a de Minas Gerais<\/a> determinou a reconstru\u00e7\u00e3o de um casar\u00e3o hist\u00f3rico demolido ilegalmente em Vi\u00e7osa, na Zona da Mata. O munic\u00edpio e os propriet\u00e1rios do terreno foram condenados a pagar R$ 80 mil por danos morais coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No lugar do casar\u00e3o, os propriet\u00e1rios pavimentaram o terreno da Avenida Bueno Brand\u00e3o e abriram um estacionamento particular. Agora, ter\u00e3o de reconstruir o im\u00f3vel com as mesmas caracter\u00edsticas originais e devolver todos os valores faturados com o neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Casar\u00e3o hist\u00f3rico demolido em MG ilegalmente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O im\u00f3vel integrava o Invent\u00e1rio de Patrim\u00f4nio Cultural de Vi\u00e7osa desde 2010. Em 2014 e 2017, os propriet\u00e1rios tentaram obter autoriza\u00e7\u00e3o para derrub\u00e1-lo e foram impedidos. Em 2019, por\u00e9m, o Conselho Municipal de Cultura e do Patrim\u00f4nio Cultural e Ambiental liberou a demoli\u00e7\u00e3o, contrariando pareceres t\u00e9cnicos do Instituto de Planejamento do Munic\u00edpio (Iplam) e da pr\u00f3pria Procuradoria Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para justificar o pedido, os donos alegaram dificuldades financeiras para manter o im\u00f3vel e contestaram o valor hist\u00f3rico da edifica\u00e7\u00e3o, afirmando que ela n\u00e3o pertencia ao conjunto de sobrados constru\u00eddos na regi\u00e3o no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi essa sequ\u00eancia de decis\u00f5es que levou o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG) a agir. O \u00f3rg\u00e3o ingressou com A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica (ACP) e demonstrou que o Conselho Municipal agiu fora da legalidade ao desconsiderar os pareceres t\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>TJMG rejeita recurso e aponta aus\u00eancia de embasamento t\u00e9cnico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A relatora do processo, desembargadora Yeda Athias, rejeitou os argumentos do munic\u00edpio. Segundo ela, qualquer altera\u00e7\u00e3o em bem inventariado exige fundamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica s\u00f3lida, e a decis\u00e3o do conselho se baseou apenas em opini\u00f5es pessoais dos conselheiros e na situa\u00e7\u00e3o financeira dos propriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A aus\u00eancia de estudo t\u00e9cnico especializado revela a ilegalidade do ato administrativo&#8221;, afirmou a magistrada na decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os desembargadores Leopoldo Mameluque e Edilson Ol\u00edmpio Fernandes acompanharam o voto por unanimidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de Minas Gerais determinou a reconstru\u00e7\u00e3o de um casar\u00e3o hist\u00f3rico demolido ilegalmente em Vi\u00e7osa, na Zona da Mata. O munic\u00edpio e os propriet\u00e1rios do terreno foram condenados a pagar R$ 80 mil por danos morais coletivos. 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