{"id":2099,"date":"2026-06-16T13:30:00","date_gmt":"2026-06-16T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2099"},"modified":"2026-06-16T12:46:13","modified_gmt":"2026-06-16T15:46:13","slug":"queda-nos-precos-dos-combustiveis-derruba-vendas-do-comercio-ao-pior-nivel-desde-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/queda-nos-precos-dos-combustiveis-derruba-vendas-do-comercio-ao-pior-nivel-desde-2022\/","title":{"rendered":"Queda nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis derruba vendas do com\u00e9rcio ao pior n\u00edvel desde 2022"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O com\u00e9rcio varejista brasileiro registrou em abril de 2026 a pior queda mensal dos \u00faltimos quatro anos. As vendas recuaram 1,5% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), encerrando uma sequ\u00eancia de tr\u00eas meses consecutivos de alta. O resultado \u00e9 o mais negativo desde junho de 2022, quando o setor encolheu 2,8%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO principal vil\u00e3o do per\u00edodo foi o aumento no pre\u00e7o dos combust\u00edveis, consequ\u00eancia direta das tens\u00f5es geopol\u00edticas no Oriente M\u00e9dio\u201d, destaca o relat\u00f3rio. Abril se tornou o segundo m\u00eas consecutivo em que o conflito na regi\u00e3o repercutiu nos postos brasileiros, encarecendo o custo de vida e comprimindo o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Seis de oito setores no vermelho<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos oito grupos de atividades acompanhados pela Pesquisa Mensal de Com\u00e9rcio, seis apresentaram retra\u00e7\u00e3o. O setor de combust\u00edveis e lubrificantes liderou as perdas, com queda de 6,2%, seguido por artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico (-4,6%) e equipamentos de inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (-4,5%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros segmentos tamb\u00e9m recuaram: m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (-0,8%), vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (-0,1%) e farm\u00e1cias e perfumaria (-0,1%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na contram\u00e3o, hipermercados e supermercados avan\u00e7aram 1,3%, resultado relevante considerando que o segmento responde por 56,6% de todo o varejo nacional. O setor de livros, jornais e papelaria tamb\u00e9m registrou alta, de 1,1%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estagna\u00e7\u00e3o na tend\u00eancia e leve expans\u00e3o anual<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral, indicador que suaviza oscila\u00e7\u00f5es pontuais e revela a tend\u00eancia estrutural do setor, registrou varia\u00e7\u00e3o nula em abril, sinalizando estagna\u00e7\u00e3o. No acumulado de 12 meses, o com\u00e9rcio ainda apresenta crescimento de 1,5%, mas os dados recentes acendem um sinal de alerta sobre a sustentabilidade desse desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No com\u00e9rcio varejista ampliado, que incorpora atacado, ve\u00edculos, materiais de constru\u00e7\u00e3o e alimentos, a queda foi de 0,7% no m\u00eas, com expans\u00e3o de 1,8% nos \u00faltimos 12 meses. O patamar atual do setor est\u00e1 1,5% abaixo do recorde hist\u00f3rico registrado em mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse contraste mostra que, embora o varejo ainda consiga sustentar crescimento no longo prazo, os choques externos t\u00eam potencial de reverter rapidamente a trajet\u00f3ria positiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Com\u00e9rcio destoa da ind\u00fastria e dos servi\u00e7os<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado do com\u00e9rcio contrasta com os demais setores da economia. A ind\u00fastria cresceu 0,7% em abril, seu quarto avan\u00e7o consecutivo, enquanto o setor de servi\u00e7os avan\u00e7ou 1,2% no mesmo per\u00edodo, revertendo uma sequ\u00eancia de seis meses sem alta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse descompasso refor\u00e7a a leitura de que o choque externo dos combust\u00edveis atingiu de forma desproporcional o varejo, segmento diretamente sens\u00edvel \u00e0 renda dispon\u00edvel das fam\u00edlias e ao custo do transporte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contexto hist\u00f3rico e implica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2022, o com\u00e9rcio vinha mostrando resili\u00eancia diante de crises internas e externas, apoiado principalmente no consumo das fam\u00edlias e na expans\u00e3o do cr\u00e9dito. No entanto, a atual conjuntura internacional, marcada pela instabilidade no Oriente M\u00e9dio, exp\u00f5e a vulnerabilidade do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aumento dos combust\u00edveis n\u00e3o afeta apenas o transporte individual, mas tamb\u00e9m toda a cadeia log\u00edstica, elevando custos de distribui\u00e7\u00e3o e pressionando pre\u00e7os finais. Isso reduz a margem de consumo em setores como vestu\u00e1rio, eletrodom\u00e9sticos e artigos pessoais, considerados mais sens\u00edveis ao or\u00e7amento familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a alta em supermercados e papelarias sugere que os consumidores priorizaram bens essenciais e de menor valor unit\u00e1rio, ajustando suas escolhas em meio ao cen\u00e1rio de incerteza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o conflito internacional se prolongar, especialistas avaliam que o varejo pode enfrentar novos meses de retra\u00e7\u00e3o, comprometendo o crescimento anual e dificultando a recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do consumidor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O com\u00e9rcio varejista brasileiro registrou em abril de 2026 a pior queda mensal dos \u00faltimos quatro anos. 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