{"id":2108,"date":"2026-06-16T15:00:00","date_gmt":"2026-06-16T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2108"},"modified":"2026-06-16T13:08:02","modified_gmt":"2026-06-16T16:08:02","slug":"mulher-condenada-pagar-aluguel-ao-ex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/mulher-condenada-pagar-aluguel-ao-ex\/","title":{"rendered":"Mulher \u00e9 condenada a pagar aluguel ao ex para morar no pr\u00f3prio im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mulher foi condenada a pagar R$ 2.571,49 por m\u00eas ao ex-companheiro pelo uso exclusivo do im\u00f3vel onde mora em Juiz de Fora. A decis\u00e3o \u00e9 do <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais<\/a> (TJMG), com reajuste anual pela infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O casal comprou o bem durante a uni\u00e3o est\u00e1vel e dividiu a propriedade em partes iguais num acordo de separa\u00e7\u00e3o registrado em 2019. Com o fim do relacionamento, que durou mais de dez anos, a mulher ficou como \u00fanica moradora sem repassar nenhum valor ao ex.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que ela foi condenada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa alegou que a perman\u00eancia no im\u00f3vel decorreu de um acordo com o ex para cuidar e conservar a propriedade. Ela tamb\u00e9m disse que pagava sozinha o IPTU e as despesas de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mulher j\u00e1 havia sido condenada a pagar aluguel em primeira inst\u00e2ncia. O ex-companheiro recorreu ao TJMG pedindo reajuste pela infla\u00e7\u00e3o e pagamento imediato dos valores atrasados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tribunal entendeu que ocupar sozinha um im\u00f3vel que pertence a dois titulares sem pagar nada ao outro configura enriquecimento sem causa, ou seja, obter vantagem financeira \u00e0s custas de outra pessoa sem respaldo legal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como fica o pagamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O reajuste pela infla\u00e7\u00e3o foi aceito. O pagamento imediato das parcelas atrasadas, n\u00e3o: o total da d\u00edvida ficar\u00e1 pendente at\u00e9 a venda do im\u00f3vel, quando ser\u00e1 descontado da parte que caber\u00e1 \u00e0 mulher no valor obtido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tipo de decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novidade. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), a mais alta corte do pa\u00eds para casos civis, j\u00e1 definiu que quem mora sozinho em um im\u00f3vel que pertence a dois deve pagar ao ex a metade do que cobraria de aluguel, mesmo que a divis\u00e3o do bem ainda n\u00e3o tenha sido finalizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mulher foi condenada a pagar R$ 2.571,49 por m\u00eas ao ex-companheiro pelo uso exclusivo do im\u00f3vel onde mora em Juiz de Fora. A decis\u00e3o \u00e9 do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), com reajuste anual pela infla\u00e7\u00e3o. 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