{"id":2225,"date":"2026-06-17T13:29:49","date_gmt":"2026-06-17T16:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2225"},"modified":"2026-06-17T14:13:10","modified_gmt":"2026-06-17T17:13:10","slug":"pib-de-minas-cresce-no-nominal-mas-economia-real-recua-07-no-1o-trimestre-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/pib-de-minas-cresce-no-nominal-mas-economia-real-recua-07-no-1o-trimestre-de-2026\/","title":{"rendered":"PIB de Minas cresce no nominal, mas economia real recua 0,7% no 1\u00ba trimestre de 2026"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Belo Horizonte \u2014 O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais alcan\u00e7ou R$ 285,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a um crescimento nominal de 3,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. O n\u00famero, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro (FJP), parece positivo \u00e0 primeira vista, mas esconde uma realidade menos animadora para a segunda maior economia industrial do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 que esse avan\u00e7o de 3,7% \u00e9 nominal: ele soma o que a economia de fato produziu a mais com a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no per\u00edodo. Quando se descontam os efeitos da infla\u00e7\u00e3o e se mede apenas o volume de bens e servi\u00e7os efetivamente gerado, o cen\u00e1rio se inverte. Em termos reais, o PIB mineiro encolheu 0,7% na compara\u00e7\u00e3o interanual (1\u00ba trimestre de 2026 contra 1\u00ba trimestre de 2025).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre os dois indicadores \u00e9 o tipo de detalhe que separa uma leitura apressada de uma an\u00e1lise correta e, neste trimestre, ela faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que derrubou o resultado: o campo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grande respons\u00e1vel pelo recuo foi a agropecu\u00e1ria, que registrou contra\u00e7\u00e3o real de 15,6% no trimestre. Segundo a FJP, o desempenho reflete uma colheita menor de soja, arroz e sorgo, somada \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de papel e celulose, que afetou diretamente a produ\u00e7\u00e3o florestal do estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda um agravante t\u00e9cnico: a queda na produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o veio acompanhada de uma redu\u00e7\u00e3o equivalente no uso de insumos. Na pr\u00e1tica, o produtor seguiu gastando em ritmo parecido enquanto colhia menos, o que comprimiu de forma desproporcional as margens de valor adicionado do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro trimestre, o valor adicionado bruto (VAB) da agropecu\u00e1ria foi estimado em R$ 23,5 bilh\u00f5es, contra R$ 64,7 bilh\u00f5es das ind\u00fastrias e R$ 160,1 bilh\u00f5es dos servi\u00e7os, que seguem como o motor da economia mineira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Minera\u00e7\u00e3o segura a ind\u00fastria; servi\u00e7os resistem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem tudo foi negativo. Dentro da ind\u00fastria, a extrativa mineral cresceu 4,1% no comparativo interanual, ajudando a sustentar o setor. O contraponto veio dos demais ramos industriais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o: leve queda de 0,3%;<\/li>\n\n\n\n<li>Servi\u00e7os industriais de utilidade p\u00fablica (\u00e1gua, eletricidade, gest\u00e3o de res\u00edduos): recuo de 2,2%;<\/li>\n\n\n\n<li>Constru\u00e7\u00e3o: contra\u00e7\u00e3o de 3,7%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os servi\u00e7os, que respondem pela maior fatia da economia, avan\u00e7aram 1,5% frente ao mesmo trimestre de 2025. O resultado, no entanto, n\u00e3o foi suficiente para neutralizar o tombo do agroneg\u00f3cio, e o conjunto fechou no vermelho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No ano, ainda h\u00e1 f\u00f4lego<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olhando para um horizonte mais longo, o quadro \u00e9 mais favor\u00e1vel. No acumulado de 12 meses, de abril de 2025 a mar\u00e7o de 2026, o PIB de Minas Gerais cresceu 0,8% em termos reais. Nesse recorte, os resultados positivos da agropecu\u00e1ria, da ind\u00fastria extrativa, do com\u00e9rcio e transportes, de outros servi\u00e7os e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica mais do que compensaram as retra\u00e7\u00f5es nos servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica e na constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em valores nominais, o PIB acumulado nesses quatro trimestres alcan\u00e7ou R$ 1,167 trilh\u00e3o, com expans\u00e3o nominal de 6,9% em rela\u00e7\u00e3o aos quatro trimestres imediatamente anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda os n\u00fameros<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PIB nominal x PIB real &#8211; O PIB <em>nominal<\/em> mede a produ\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os correntes, ou seja, embute a infla\u00e7\u00e3o. Quando os pre\u00e7os sobem, o n\u00famero cresce mesmo que a quantidade produzida fique igual ou caia. O PIB <em>real<\/em> desconta essa varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e revela se a economia de fato produziu mais. \u00c9 por isso que Minas pode ter um avan\u00e7o nominal de 3,7% e, ao mesmo tempo, uma queda real de 0,7%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Valor adicionado bruto (VAB) &#8211; \u00c9 a riqueza efetivamente gerada por cada setor (agropecu\u00e1ria, ind\u00fastria e servi\u00e7os), calculada a pre\u00e7os b\u00e1sicos, antes da soma dos impostos sobre produtos. A soma dos VABs mais esses impostos resulta no PIB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Belo Horizonte \u2014 O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais alcan\u00e7ou R$ 285,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a um crescimento nominal de 3,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. 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