{"id":2492,"date":"2026-06-19T17:07:12","date_gmt":"2026-06-19T20:07:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/?p=2492"},"modified":"2026-06-19T17:40:40","modified_gmt":"2026-06-19T20:40:40","slug":"maternidade-de-bh-queda-no-parto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/geral\/maternidade-de-bh-queda-no-parto\/","title":{"rendered":"Maternidade de BH \u00e9 condenada por deixar beb\u00ea cair no ch\u00e3o durante trabalho de parto: indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e9 de R$ 175 mil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Justi\u00e7a de Minas Gerais<\/a> condenou o Hospital Maternidade Sofia Feldman, em Belo Horizonte, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 175 mil \u00e0 fam\u00edlia de uma beb\u00ea que caiu no ch\u00e3o da recep\u00e7\u00e3o da unidade durante um parto desassistido em 2022 e sofreu traumatismo craniano. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Moema Miranda Gon\u00e7alves, da 8\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total da indeniza\u00e7\u00e3o, R$ 75 mil s\u00e3o destinados \u00e0 crian\u00e7a e R$ 50 mil a cada um dos pais. Al\u00e9m dos danos morais, o hospital foi condenado a reembolsar todos os tratamentos m\u00e9dicos, neurofisioter\u00e1picos e psicol\u00f3gicos que a beb\u00ea venha a necessitar em decorr\u00eancia do evento, bem como o tratamento psicol\u00f3gico dos pais, mediante apresenta\u00e7\u00e3o de laudos e comprovantes de despesa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como foi o caso na maternidade de BH<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 6 de maio de 2022, a gestante deu entrada no hospital pela manh\u00e3, em trabalho de parto. Ap\u00f3s uma triagem inicial, foi classificada como risco &#8220;verde&#8221;, categoria de menor urg\u00eancia, e orientada a aguardar na recep\u00e7\u00e3o. No entanto, mesmo com o agravamento das dores e sinais evidentes de progress\u00e3o do parto, a equipe n\u00e3o realizou nenhuma reavalia\u00e7\u00e3o do quadro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de uma hora depois de dar entrada na unidade, a mulher deu \u00e0 luz na pr\u00f3pria recep\u00e7\u00e3o da maternidade, sem assist\u00eancia adequada. A situa\u00e7\u00e3o levou \u00e0 queda da beb\u00ea no ch\u00e3o, causando traumatismo craniano com hematoma epidural, que necessitou de neurocirurgia de urg\u00eancia com apenas poucas horas de vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que disse a defesa do hospital e o que decidiu a Justi\u00e7a de MH<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maternidade alegou, em sua defesa, que o parto foi de natureza imprevis\u00edvel e que a assist\u00eancia foi prestada conforme os protocolos e a classifica\u00e7\u00e3o de risco inicial. Sustentou, ainda, que quatro profissionais estavam presentes no momento do nascimento, classificando o ocorrido como um \u201ccaso fortuito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A magistrada, no entanto, rejeitou os argumentos. Com base em laudos, imagens de c\u00e2meras de seguran\u00e7a e o prontu\u00e1rio m\u00e9dico, a senten\u00e7a concluiu que houve falha clara na triagem: a equipe de enfermagem deixou de registrar a frequ\u00eancia e o ritmo das contra\u00e7\u00f5es, par\u00e2metro essencial na avalia\u00e7\u00e3o obst\u00e9trica, e n\u00e3o reavaliou a paciente mesmo diante de sinais evidentes de evolu\u00e7\u00e3o do trabalho de parto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A paciente permaneceu por cerca de quase uma hora na recep\u00e7\u00e3o, exibindo sinais claros de progress\u00e3o do trabalho de parto, sem que houvesse qualquer reavalia\u00e7\u00e3o pela equipe, o que contraria os protocolos de seguran\u00e7a do paciente. A classifica\u00e7\u00e3o correta seria &#8216;vermelho&#8217;, que exige atendimento de emerg\u00eancia imediato&#8221;, afirmou a ju\u00edza Moema Miranda Gon\u00e7alves na senten\u00e7a.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A magistrada foi al\u00e9m e apontou a responsabilidade estrutural do hospital, refor\u00e7ando que cabe a ele assegurar o acompanhamento eficiente a partir da entrada da gestante em trabalho de parto na unidade hospitalar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A senten\u00e7a \u00e9 de primeira inst\u00e2ncia e cabe recurso. O processo tramita pelo n\u00famero 5093983-87.2022.8.13.0024 no sistema <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/processos\/eproc\/eproc.htm#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eproc<\/a> do TJMG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de Minas Gerais condenou o Hospital Maternidade Sofia Feldman, em Belo Horizonte, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 175 mil \u00e0 fam\u00edlia de uma beb\u00ea que caiu no ch\u00e3o da recep\u00e7\u00e3o da unidade durante um parto desassistido em 2022 e sofreu traumatismo craniano. 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